É contigo mesmo que estou falando. Ouça-me! Não penses que és o rei do universo só porque inventaste a bomba atômica. Eu consigo liberar energia equivalente a um milhão de bombas atômicas num só dia. Já sentiste minha força através dos maremotos, vulcões, tempestades, terremotos e outros cataclismos. E diante deles, nada podes fazer. És apenas um grãozinho de poeira na imensidão do cosmo.
Pensas que podes utilizar os recursos renováveis a teu bel prazer sem te importares com o futuro e com o destino dos pobres descendentes de tua linhagem? Já pensaste que nação estéril deixarás para eles, que herdarão um mundo poluído e desértico?
Ofertei-te de graça todos os meus tesouros, as árvores frondosas que te dão sombra e ar puro, as águas cristalinas que matam a tua sede, os frutos doces e deliciosos que te alimentam, as flores que enfeitam e perfumam tua vida, o precioso oxigênio e animais de diversas espécies. E o que fizeste com meus presentes? Derrubaste as florestas, poluíste as águas, mataste as flores, destruíste a camada de ozônio por causa de teus aerossóis, e condenaste várias espécies de animais à extinção por ganância, egoísmo e maldade.
Nas águas dos teus mares flutuam negras camadas de petróleo que derramaste. Animais marinhos, encharcados de óleo, agonizam, vítimas da tua imprudência.
Agora vejo-te em desespero porque não sabes o que fazer para remendar teus erros e reparar tuas ações impensadas.
Chora, bicho-homem, chora até secarem tuas falsas lágrimas. Tornar-te-ás árido como os desertos que criaste. Arranca teus cabelos, em sinal de desespero, como fizeste com as matas nativas. És pequeno, frágil, um ínfimo verme diante da grandeza do universo. Onde está tua humildade? Por que te tornaste tão arrogante? Por que idolatras um deus de papel que chamas de dinheiro?
Eu sou benevolente, se bem utilizado, distribuo generosamente meus tesouros.
Quando catástrofes e tragédias naturais acontecem, ainda perguntas: “por quê?” E blasfemas contra Deus. Eu faço parte Dele e Ele está em mim.
Quem sabe aprendes, e te redimes depois do holocausto que provocaste, e passas a refletir sobre essas coisas e reaprendes a respeitar a natureza e todos os seres que dela fazem parte.
Acho que já sabes quem sou eu e a importância que tenho em tua vida. Que deste momento em diante firmemos um tratado de paz, de harmonia e juntos façamos deste local do universo, um lugar aprazível de se viver.
Sou o Planeta Terra, tua casa.
———-
Ivana Maria França de Negri é escritora, colunista fixa de vários jornais e integrante, há 10 anos, da SPPA – Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais.
Matérias relacionadas:
15 de abril de 2012
8 de abril de 2012
5 de fevereiro de 2012
25 de janeiro de 2012
14 de dezembro de 2011
1 de outubro de 2011
24 de agosto de 2011
9 de agosto de 2011
1 de julho de 2011
20 de abril de 2011
19 de março de 2011
17 de fevereiro de 2011
15 de janeiro de 2011
7 de dezembro de 2010
7 de novembro de 2010
4 de outubro de 2010
26 de setembro de 2010
26 de agosto de 2010
2 de agosto de 2010
27 de julho de 2010
22 de julho de 2010
4 de julho de 2010
14 de junho de 2010
4 de junho de 2010
22 de abril de 2010
6 de abril de 2010
3 de abril de 2010
20 de março de 2010
3 de março de 2010
18 de fevereiro de 2010
4 de fevereiro de 2010
25 de janeiro de 2010
19 de janeiro de 2010
6 de janeiro de 2010
26 de dezembro de 2009
15 de dezembro de 2009
9 de dezembro de 2009
26 de novembro de 2009
20 de novembro de 2009
16 de novembro de 2009
12 de novembro de 2009