4 de março de 2010 15:08 

Projeto Quelônios da Amazônia retorna ao Ibama

LUÍS LOPES
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO IBAMA

Após breve estada no Instituto Chico Mendes de Biodiversidade – ICMBio, o Projeto Quelônios da Amazônia – PQA está retornando ao Ibama. “O Chico Mendes cuida de pesquisa e o projeto é de manejo para uso sustentável”, informa o técnico do projeto, Vitor Hugo Cantarelli. O PQA ficará vinculado à Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Floresta – DBFlo. Para discutir o Quelônios da Amazônia, a DBFlo reuniu-se no dia 02/03 com os superintendentes e técnicos de fauna da região Amazônica, visando estabelecer as atividades que serão novamente internalizadas dentro das rotinas do Ibama.

“O interessante é que terá um comitê gestor formado por técnicos da própria DBFlo, da Diretoria de Proteção Ambiental e de outras áreas interligadas às atividades do projeto”, adianta a coordenadora-geral de Autorização de Uso e Gestão de Fauna e Recursos Pesqueiros, Cosette Xavier da Silva. Segundo ela, o PQA é um projeto onde o Ibama estará presente nas comunidades ribeirinhas e contribuirá na identificação de áreas de conflito correlatas a outras atividades que o instituto atua, pois os técnicos terão uma visão geral do ambiente onde a espécie alvo ocorre.
Entenda o PQA

O Projeto Quelônios da Amazônia foi criado em 1979, vinculado à Diretoria de Parques Nacionais e Reservas Equivalentes do extinto IBDF. Iniciou sua primeira fase em nove estados onde ocorre a Tartaruga-da-Amazônia, cujo objetivo era a recuperação dos estoques na natureza. Como resultado, a produção média de um milhão de filhotes/ano, fato que chamou a atenção da comunidade científica nacional e internacional. Esta fase durou dez anos.

Com a criação do Ibama, em 1989, o projeto ganhou corpo e se transformou em um centro especializado. Após conseguir a produção média de três milhões de filhotes/ano, surgiu a segunda fase: estudo e aplicação da metodologia de conservação, que consistia na formação de plantéis para a criação comercial do animal em cativeiro. Além disso, trabalhou-se também o manejo integrado in-situ e a inserção das comunidades na gestão dos recursos faunísticos, incluindo a educação ambiental.



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