5 de fevereiro de 2010 16:50 

Programa de monitoramento da PUC-RJ coleta imagens do Parque Nacional da Tijuca

DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MMA

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, recebeu nesta sexta-feira (5/2) os primeiros resultados do Programa Integrado de Monitoria Remota de Fragmentos Florestais e de Crescimento Urbano no Rio de Janeiro (Pimar), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) que, desde 2008, quando firmou parceria com a Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA), passou a monitorar a Mata Atlântica da cidade por um período de dois anos.

Os primeiros mapas trazem dados e imagens orbitais de alta resolução do desmatamento ocorrido no Parque Nacional da Tijuca e sua região de entorno. No período entre março de 2008 e junho de 2009 foram detectadas 646 áreas de mudança, entre derrubadas de árvores e surgimento de edificações e infra-estrutura urbanas, totalizando aproximadamente 5 hectares de desmatamento.
O ministro parabenizou a equipe de pesquisadores da PUC-Rio pelo Programa e destacou que a universidade, além de ser um pólo de geração de conhecimento, pode devolver para a sociedade instrumentos de defesa à vida. “Que sirva de exemplo a outras instituições, para mostrar como o trabalho de pesquisa pode ajudar em todas as áreas, no saneamento, no combate à miséria, na inclusão digital”.

Em sua gestão no MMA, Minc lembrou que foram criadas 7,5 milhões de área protegidas, e que o Ministério está criando mosaicos de unidades de preservação, federais, estaduais, municipais, aumentando a proteção e os corredores de ecoturismo. “Isso representa uma maior esperança para que a cidade do Rio de Janeiro floresça com mais segurança, com mais beleza, menos destruição, menos deslizamentos, menos gente em área de risco”.

Participaram também do evento o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), André Ilha, e do diretor do Parque Nacional da Tijuca, Bernardo Issa.

Pimar – Utilizando um software com imagens via satélite de alta resolução, os mapas gerados pelo Pimar identificam os processos de expansão urbana horizontal e vertical sobre o bioma, permitindo que os órgãos de fiscalização ambiental do estado monitorem a ocupação irregular e identifiquem a situação das florestas.

Além de realizar um trabalho integrado com os departamentos de Geografia, Engenharia Elétrica, Design, Direito e Serviço Social da universidade, o Pimar tem como parceiros o Departamento de Cartografia da UERJ, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Rede Brasileira de Computação Visual vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Os idealizadores do Programa acreditam que o projeto pode servir como modelo de eficiência em sistema de monitoramento florestal a outros municípios onde a Mata Atlântica esteja ameaçada.



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