8 de fevereiro de 2010 19:11 

Presidente do IAP pede ao Supremo suspensão de pena

DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO STF

Condenado por crime de responsabilidade, com base no Decreto-Lei 201/67, por delito cometido quando era prefeito de Guarapuava (PR), o diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) Vitor Hugo Ribeiro Burko ajuizou Habeas Corpus (HC 102582) no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele pretende suspender a decisão condenatória que, entre outras punições, determinou sua inabilitação para exercício de cargo ou função pública por cinco anos.

De acordo com a sentença proferida pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), no período em que administrou a cidade (1997 a 2000), Vitor Hugo teria fraudado a exigência de concurso público e utilizado a Fundação do Bem-Estar de Guarapuava para conseguir funcionários para a prefeitura local.

A sentença, que condenou o ex-prefeito a 14 meses de reclusão (substituída por prestação pecuniária) e a inabilitação para exercício de cargo público, transitou em julgado em junho de 2008, o que motivou o juiz de primeira instância a determinar que o governador do estado afastasse o presidente do IAP, diz a defesa de Vitor Hugo.

Para o advogado, contudo, a condenação de seu cliente “deu-se em manifesta oposição ao entendimento já consolidado tanto pelo Superior Tribunal de Justiça quanto pelo STF sobre a matéria”. Primeiro, alega que o dispositivo do Decreto Lei 201/67 em que se baseou a condenação não foi recebido pela Constituição de 1988, por não permitir a individualização da pena. Segundo, que a conduta tida como delituosa não poderia ser tipificada como crime, uma vez que foi praticada sob o abrigo de lei municipal autorizadora, e não teria causado prejuízo ao erário.

Com estes argumentos, a defesa pede liminarmente a suspensão dos efeitos da pena até a análise de pedido de revisão criminal ajuizado no TJ-PR. E no mérito, a confirmação da liminar. O caso está sob análise do ministro Celso de Mello.
Burko permanece no comando do IAP poor força de habeas corpus obtido no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.



Indique esta Mteria a um amigo

Matérias relacionadas:

  1. Cada centavo gasto na operação de resgate valeu a pena, afirmou presidente do Chile
  2. PV pede ao Supremo destituição do relator do Código Florestal
  3. CNA pede ao Supremo súmula para reconher áreas ocupadas antes de 1988
  4. Burko perde no Supremo e terá que deixar o IAP
  5. MPF pede suspensão do asfaltamento de rodovia em Rondônia


Meio Ambiente

Outras notícias


Amarnatureza.org.br - Jornal da Associação de Defesa do Meio Ambiente Araucária
Copyright © 2009