DA AGÊNCIA BRASIL
A preocupação do governo brasileiro com as fronteiras na Amazônia está mais voltada para o modelo de desenvolvimento a ser adotado nessas regiões do que à eventual ameaça de invasão estrangeira ou de proclamação de independência das comunidades indígenas existentes no local. A avaliação foi feita pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, em entrevista exclusiva ao programa 3 a 1, que irá ao ar hoje (16) à noite na TV Brasil.
O ministro lembrou que o Estado tem pleno acesso a essas regiões para garantir a segurança nacional e afirmou que o Ministério da Defesa dispõe de planos de ação para “diversas situações”. De acordo com o ministro, “não há ameaça visível de nenhum país à soberania brasileira sobre os territórios da Amazônia”.
Questionado sobre os riscos de as populações indígenas existentes na fronteira fragilizarem a segurança do Brasil, o ministro defendeu que os direitos assegurados aos indígenas não se sobrepõem à “integridade nacional”. Ainda de acordo com ele, não há indícios de que as populações indígenas representem alguma ameaça.
“O tipo de organização social dos indígenas que estão nessa região não é propriamente o tipo de situação que se desenvolveu em outros países. Não acredito que haja condições para qualquer tipo de iniciativa dessa natureza [de proclamação de independência]”.
Existe, no entanto, acredita Pinheiro Guimarães, o desafio de desenvolver a região de forma sustentável, inclusive para que o Brasil se consolide como “próspero, democrático e justo”, também com o fortalecimento da estabilidade social, econômica e política dos países vizinhos.
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