7 de junho de 2010 12:56 

Plano Safra destina R$ 3,15 bilhões a ações que estimulem a sustentabilidade

Danilo Macedo e Pedro Peduzzi
Agência Brasil

O Plano Agrícola e Pecuário 2010\2011, divulgado hoje (7) pelo Ministério da Agricultura, traz como destaque a criação do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), destinado a financiar práticas na lavoura que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa. Serão R$ 2 bilhões destinados a esse tipo de financiamento.

Segundo o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, ao todo serão aplicados R$ 3,150 bilhões para estimular a sustentabilidade, por meio de práticas agronômicas que preservem o meio ambiente e aumentem a produtividade.

Além dos recursos do ABC, haverá R$ 1 bilhão em créditos, pelo Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), e R$ 150 milhões, pelo Plantio Comercial de Recuperação de Florestas.

Os produtores que optarem por adotar sistemas de plantio direto na palha (que protege o solo, evitando o processo erosivo) poderão ter, ainda, R$ 2 bilhões em financiamentos de custeio – valor que corresponde a um acréscimo de 15% sobre a estimativa de R$ 15 bilhões para esse tipo de plantio.

“Esses são os maiores recursos da história [R$ 116 bilhões, valor total do Plano Safra]. São números cabalísticos e globais. Dinheiro grosso em qualquer país do mundo, e que se deve ao crescimento obtido pela agricultura brasileira. Dessa forma, teremos condições de bater recordes nas próximas safras”, disse o ministro durante o lançamento do plano.

Segundo ele, enquanto a economia tem apresentado alta de juros, nenhum dos planos safra teve aumento das taxas. “Tivemos casos em que houve inclusive de baixa de juros”, acrescentou.

“O pequeno produtor ganhou, com o Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], um programa que o protege. Mas faltava algo para o médio produtor, que neste ano receberá atenção especial por meio do Pronamp [Programa Nacional de Amparo ao Médio Produtor] ”, completou.

O ministro destacou a necessidade de se buscar alternativas de sustentabilidade reais e econômicas. “A floresta plantada é a única alternativa real. Essas decisões ajudarão o Brasil no cumprimento das metas assumidas [na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-15, realizada em dezembro em Copenhague], de redução dos gases de efeito estufa”, disse.



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