Leandro Martins
Repórter do Radiojornalismo da Agência Brasil
O julgamento do caso Dorothy, marcado para a próxima quarta-feira (31), pode ser adiado. A decisão está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluzo. Segundo a assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF), o magistrado deve responder hoje ou amanhã, ao pedido de análise de pendências no processo, feito pelo advogado Eduardo Imbiriba de Castro, responsável pela defesa de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de mandar matar a missionária norte-americana Dorothy Stang.
Castro pleiteia também que o STF aceite o pedido de habeas corpus para Bida, feito em 12 de fevereiro, no caso do julgamento ser adiado. Se isso acontecer, Bida fica em liberdade até um novo júri.
O promotor de Justiça Edson Cardoso, responsável pela acusação de Bida, afirmou na manhã de hoje (29) ao Jornal da Amazônia que vai acatar com serenidade a possível decisão do STF de adiar o júri, mas ressaltou que o adiamento deve frustrar a comunidade paraense.
“Se quiser colocar em liberdade, a gente tem que acatar a decisão. Apenas [precisamos saber sobre o possível adiamento] de modo que as pessoas que moram na cidade de Anapú, de Pacajá, naquela região de Altamira, e querem vir [não tenham], uma despesa muito grande. E o pior, com o feriado, se aproximando, pode ter problema de passagem”.
Vitalmiro Bastos de Moura, apontado como um dos mandantes da morte de Dorothy Stang, em 2005, foi condenado a 30 anos de prisão em 2008, no primeiro julgamento. Beneficiado pela legislação penal, que prevê um novo júri para condenados a mais de 20 anos de prisão, teve direito ao segundo julgamento, em 2009, quando foi absolvido. O Ministério Público recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, que anulou a sentença. Agora, Bida será submetido a um novo júri.
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