AE
AGÊNCIA ESTADO
26/07/2010 – 10:00
Numa escala de zero a mil, as escolas com ajuda da iniciativa privada ficaram com 535,38 pontos e as demais, com 530,53. Sem parceria, a José Monteiro Boanova, no Alto da Lapa, obteve o melhor desempenho no exame entre os colégios estaduais da capital, com 599,98 pontos.
Em segundo, com 594,97 pontos, ficou a Brasílio Machado, na Vila Mariana, que conta com ajuda financeira de um escritório de advocacia. Outras escolas com apoio privado, porém, não se destacaram no Enem. A Orestes Guimarães, que fica no Canindé e é apadrinhada por uma construtora, somou 474,33 pontos.
Desde 2005, empresas podem adotar uma escola estadual. De 2009 para 2010, o número de parcerias aumentou 40%, segundo a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), braço da Secretaria Estadual da Educação que coordena os acordos. Atualmente, em 96 escolas estaduais com apoio da iniciativa privada, estudam 85,7 mil alunos, ou 1,7% dos cerca de 5 milhões de estudantes da rede.
“É um exercício muito difícil e recente”, afirma Ana Maria Stuginski, responsável pelas parcerias na FDE. Ela diz que o Estado mantém o compromisso em investimento educacional e que o acordo é uma porta para os empresários exercerem a responsabilidade social. De acordo com Stuginski, o desempenho no Enem depende de outros fatores e ela defende que a parceria serve para o colégio estadual dar um “salto positivo”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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