Renata Giraldi
Agência Brasil
Ao completar ontem (5) um mês que 33 trabalhadores chilenos estão soterrados em uma mina no Norte do país, o ministro da Mineração, Laurence Golborne, disse que não há o que comemorar a não ser que todos estão com saúde. Ontem mesmo foi colocado em prática o chamado plano B, que é o uso simultâneo de duas máquinas para a escavação do local. Os mineiros também puderam conversar, pela segunda vez, por meio de videoconferência, com as famílias.
As informações são da rede de televisão estatal do Chile, TVN, e da agência oficial de notícias da Argentina, a Telam. “Este é um verdadeiro cativeiro, embora saibamos que eles estão com saúde e de bom humor. É um isolamento complexo, por isso não temos nada para comemorar, mas para lembrá-los que todos no Chile estão com eles e vamos continuar trabalhando para tirá-los de lá com vida”, disse o ministro.
Golborne elogiou a “coragem dos homens que estão lá isolados” e afirmou que a “expectativa é que no menor tempo possível ocorra o resgate”. As autoridades chilenas ainda mantêm a previsão inicial de mais três ou quatro meses para a conclusão do resgate de todos os trabalhadores, que estão a 700 metros de profundidade.
As dificuldades, segundo os especialistas, são causadas pelos riscos constantes de novos desabamentos no local e o terreno acidentado. Os mineiros, soterrados na Mina de San José, no Deserto do Atacama, são acompanhados por médicos, nutricionistas e psicólogos. As famílias armaram um acampamento no local.
Para amenizar o sofrimento dos trabalhadores, as autoridades enviaram equipamentos para que possam assistir a partidas de futebol e filmes, além de ouvir música. Também foram encaminhados livros e Bíblias. Desde sábado (4), os mineiros passaram a conversar por videoconferência com os parentes. Até então, o diálogo era por meio de cartas, bilhetes e conversas telefônicas.
Segundo relatos das famílias, a emoção prevalece nos contatos por teleconferência: há muito choro e pedidos por orações constantes. Os trabalhadores e as famílias também trocam cartas e bilhetes.
O psicólogo responsável pelo acompanhamento dos mineiros na área de saúde mental, Alberto Iturra, sugeriu que os parentes não passem a eles problemas nem preocupações, seja nas conversas por videoconferência ou escrito. “Isso não seria apropriado agora”, disse.
Matérias relacionadas:
23 de maio de 2012
22 de maio de 2012
21 de maio de 2012
19 de maio de 2012
17 de maio de 2012
15 de maio de 2012
14 de maio de 2012
11 de maio de 2012