DE PIRACICABA

IVANA MARIA FRANÇA DE NEGRI
ivanamfn@yahoo.com.br

26 de novembro de 2009 12:16 

O Planeta pede Paz

Meio ambiente e paz. Tudo a ver!

Desde que os humanos se transformaram em seres robotizados, programados para fazer dinheiro, e tiveram sua identidade divina confiscada, a paz tornou-se artigo em falta no mundo. Instalou-se a desarmonia, impedindo que esse estado de espírito aflore.

A inversão de valores faz com que o dinheiro seja transformado na meta primordial, no sentido e finalidade das vidas. E ele se transforma num deus idolatrado, que deve ser buscado sem controle e sem escrúpulos, Viver tornou-se uma guerra. Sobrevive o mais forte, isto é, aquele que descobriu maneiras de produzir mais dinheiro.

O mundo tornou-se um lugar onde tudo é de plástico, insípido e incolor. É de plástico o copo, o prato, o talher, os aparelhos domésticos, cada vez mais as embalagens tomam conta de tudo. O mundo é sintético, artificial!

Centenas ou milhares de anos são necessários para que o plástico seja reabsorvido na natureza.. Ninguém se preocupa com isso. São embalagens, sacolas, bugigangas inúteis que vem da China a preço de banana, tudo descartável após pouquíssimo tempo de uso. Nada é feito para durar como antigamente. Os rios agonizam, saturados de garrafas pet. Animais marinhos morrem ao engolir sacos plásticos pensando ser algas. Mulheres intumescem seios com plástico – silicone – e deixam de lado a maior prova de amor que se pode ofertar a outro ser humano: o ato de amamentar. A vaidade fala mais alto do que o instinto materno.

Nossos ouvidos são violentados com decibéis acima do que podem suportar. É a poluição sonora. E necessitamos de silêncio para ouvir a paz que sussurra ao nosso coração.

Somos obrigados a respirar fuligem por causa da ganância de alguns humanos insensíveis que poluem o ar sem se importar com a saúde dos outros. Eles têm dinheiro, podem construir hospitais e as pessoas irão reverenciá-los por isso.

Por causa da intransigência dos ditadores, perdemos milhares de inocentes nas guerras que só criam ódios, mágoas, rancores e causam o desamor, repelente da paz.

Quando vamos acordar e enxergar que plástico não enche barriga? Um dia o homem verá que não pode se alimentar de plástico e será tarde demais. Ele se afogará nos mares e rios plastificados que ele mesmo poluiu ao longo de séculos de ignorância e cegueira mental.

A humanidade apenas roga uma chance para sobreviver, para viver em paz. A natureza, gravemente enferma, pede clemência. Terá que vomitar de volta tudo o que depositam em suas águas, terras e ares. Gaia nos apresentará a conta de todo o mal que lhe causamos e a todas as formas de vida deste planeta.

Se nada for feito nesse sentido, a humanidade, infelizmente, caminha para sua auto-destruição. E que Deus tenha piedade de todos nós, poeira cósmica pensante, no dia do acerto final de contas…



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