Com a promessa de universalizar o acesso à internet, o governo ressuscita a Telebrás, a falida Eletronet e o camarada José Dirceu.
Fora Dirceu e os pecados petistas da ressuscitação, levar a internet à população de baixa renda é uma decisão extraordinária de nosso mestre, como diria a ministra Dilma Rousseff.
Mas é apenas uma meia boa idéia. A plebe ignara terá a conexão e não terá o que conectar. Em julho de 2005, o professor Nicholas Negroponte, o guru da tecnologia que então dirigia o laboratório de mídia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um modelo de laptop que poderia ser vendido a US$ 100 e resultar em fantástica revolução de inclusão digital.
“Se atingirmos esta meta (preço de US$100) estou certo que poderemos fazer o maior programa de inclusão digital que este país já conheceu”, disse o presidente a Negroponte, na ocasião.
O professor voltou aos Estados Unidos e espera até hoje uma iniciativa concreta de Lula, que, para proteger a “indústria brasileira de informática” sepultou o programa Um laptop por criança.(A. C.)
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