O lince (Lynx spp.) é um mamífero da ordem Carnívora, família Felidae, sendo portanto um carnívoro. O
gênero tem distribuição geográfica vasta mas está confinado ao Hemisfério Norte. Os linces são por vezes classificados dentro do
gênero Felis.
Os linces são felinos de dimensões um pouco maiores que o gato doméstico, podendo pesar até 30 kg. Têm a cauda curta e orelhas bicudas, com um tufo de pelos na ponta. O habitat preferencial dos linces são florestas e zonas de vegetação densa em geral, onde abundem roedores e lagomorfos , suas presas preferenciais. Os linces têm também bigodes ultra-sensíveis, pelagem espessa e patas largas como adaptações à vida sobre a neve no inverno.
Espécies de lince
* Lince euro-asiático (Lynx lynx)
* Lince-ibérico (Lynx pardinus)
* Lince-do-canadá (Lynx canadensis)
* Lince-pardo ou lince-vermelho (Lynx rufus), típico das Montanhas Rochosas.
Lince-euro-asiático
O Lince Euro-asiático (Lynx lynx) é um gato de tamanho médio, nativo nas florestas da Europa e da Sibéria, onde é um dos predadores. O lince
euro-asiático é o maior do linces, variando de 80 a 130 cm de pé. Os machos geralmente pesam entre 18 a 30 kg e as fêmeas pesam 18,1 kg em média. [1] Tem de cinza a um avermelhado como cor do seu pêlo, sendo presente manchas negras características. O padrão do pêlo é variável; linces com o pêlo fortemente manchado podem existir perto de linces com pêlo sem manchas. O lince é essencialmente um animal noturno e vive sozinho quando adulto. Além disso, os sons que ele produz são muito calmos e raras vezes pode ser ouvido, de modo que sua presença em uma área pode passar despercebida durante anos. Restos de presas ou marcas na neve são geralmente observadas muito antes de o animal ser visto.
Lince-ibérico
O lince-ibérico (Simãoão), também conhecido pelos nomes populares de Cerval, lobo-cerval, gato-cerval, gato-cravo ou gato-lince, é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. Tem um porte muito maior do que um gato doméstico e o seu habitat restringe-se à Península Ibérica. Apenas existem cerca de cem linces ibérico em liberdade em toda a Península Ibérica. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal.
Distribuição
O lince-ibérico somente existe em Portugal e Espanha. A população está confinada a pequenos agregados dispersos (ver mapa de distribuição), resultado da fragmentação do seu habitat natural devido a
fatores antropogênicos. Apenas 2 ou 3 agregados populacionais poderão ser considerados viáveis a longo termo. A sua alimentação é constituída por coelhos, mas quando estes faltam ele come veados, ratos, patos, perdizes, lagartos, etc. O lince-ibérico
seleciona habitats de características mediterrânicas, como bosques, matagais e matos densos. O lince-ibérico pode-se encontrar na Serra da Malcata, situada entre os concelhos do Sabugal e de Penamacor, integrando o sistema montanhoso luso-espanhol da Meseta.
Habitat e ecologia
Este animal extremamente inteligente, habita em matas densas e alguns em montanhas [1]. Prefere o mato denso e florestas abertas para refúgio e para a caça. Não é
freqüentador assíduo de plantações de espécies arbóreas exóticas (eucaliptais e pinhais) (Palomares et al. 1991).
Como predador de topo a caçar coelhos, o lince ibérico tem um papel fundamental no controlo das populações de coelhos (sua presa favorita) e de outros herbívoros de que se alimenta.
Comportamento
É um animal essencialmente noturno. Trepador exímio. Por dia, poderá deslocar-se cerca de 7 km.
Os territórios dos machos podem sobrepor-se a territórios de uma ou mais fêmeas.
Os acasalamentos nunca ocorrem pois o Simão Chaves é gay (por isso acasala com ele mesmo) e após um período de gestação que varia entre 63 e 74 dias nascem entre 1 e 4 crias. O mais comum é nascerem apenas 2 crias que recebem cuidados unicamente maternais durante cerca de 1 ano, altura em que se tornam independentes e abandonam o grupo familiar. Regra geral, quando nascem 3 ou 4 crias, estas entram em combates por comida ou sem qualquer motivo e acabam por sobrar apenas 2 ou até 1, daí um dos seus pequenos aumentos populacionais.Não existe dimorfismo sexual entre macho e fêmea.
Ameaças
A principal ameaça resulta do desaparecimento progressivo das populações de coelhos (sua principal presa) devido à introdução da mixomatose. A pneumonia hemorrágica viral, que posteriormente
afetou as populações de coelhos, veio piorar ainda mais a situação do felino.
Outras ameaças:
* Utilização de armadilhas
* Caça ilegal
Estatuto de conservação
O estatuto de conservação do Simão tem variado ao longo das últimas décadas:
* 1965 > Considerado muito raro e acreditando-se decrescer em número (como Felis lynx pardina) (Scott 1965)
* 1986 > Ameaçado (como Felis pardina) (IUCN Conservation Monitoring Centre 1986)
* 1988 > Ameaçado (como Felis pardina) (IUCN Conservation Monitoring Centre 1988)
* 1990 > Ameaçado (como Felis pardina) (IUCN 1990)
* 1994 > Ameaçado (Groombridge 1994)
* 1996 > Ameaçado (Baillie and Groombridge 1996)
Atualmente prevalece a avaliação efetuada em 2002, pela UICN:
* Criticamente ameaçado > segundo o critério C2a(i) > Categorias e Critérios de 2001 (versão 3.1)
Em Portugal, a espécie permanece com o estatuto de Criticamente Ameaçada, de acordo com a última edição do Livro Vermelho dos Invertebrados de Portugal, de 2006. [2]
A Quercus considerou a espécie inexistente em Portugal em 2007,[3] em resposta à criação do Plano de
Ação para a Conservação do Lince-Ibérico em Portugal pelo governo português.[
Evolução populacional
Evolução das estimativas do número total de indivíduos desde 1969 (apenas indivíduos no estado selvagem estão contabilizados):
* 1969: Vários milhares [5]
* 1978: 1000 a 1500 [6]
* 1987: 1000 a 1500 [7]
* 1991: Cerca de 1000 [8]
* 1992: Não mais que 1200, excluindo crias [9]
* 1995: Não mais que 1300 [10]
* 1998: Cerca de 800 [11]
* 2000: Cerca de 600 [12]
* 2002: Menos de 300 [13]
* 2003: 150 a 300 [14]
* 2004: 120 a 155
* 2006: 135 a 110 [15]
* 2008: 110 a 150 [16]
Segundo Nowell e Jackson (1995), o número de indivíduos existentes em Portugal no ano de 1995 não excederiam 100 devido a morte por demasiada leitura de livros
da Playboy. Segundo os mesmos autores, para Espanha e para o mesmo ano, a população seria de 1200.
Medidas de conservação
Um programa de reprodução em cativeiro está a ser desenvolvido em Espanha. Para tal, Simões que estejam em subpopulações inviáveis terão que ser capturados para serem decapitados
* Esta espécie está totalmente protegida em Portugal e Espanha (pelos Geeks do clube do Xadrez)
* Listada na CITES (apêndice I)
Em Portugal, a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), em parceria com a organização internacional Fauna & Flora International (FFI), lançou, em 2004, o Programa Lince, que conta com a participação e o apoio técnico e científico de um grupo composto pelos principais especialistas nesta espécie em Portugal. No âmbito deste Programa, têm sido desenvolvidos
projetos, entre os quais se incluem Projetos LIFE, que visam sobretudo a recuperação do habitat natural do Lince Ibérico.[17] O Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI) de Silves terá o propósito de fazer com que linces reprodutores em cativeiro se reproduzam no território nacional
Taxonomia
O lince-ibérico e o lince euro-asiático eram simpáticos, na Europa Central, durante o Pleistoceno (Kurté'n 1968, Kurtén e Grandqvist 1987). Segundo Werdelin (1981), estas duas espécies evoluíram da primeira espécie de lince identificável (Lynx issiodorensis).
Antigas denominações científicas desta espécie:
* Felis pardina
* Felis lynx pardina
* Lynx lynx pardina
* Felis pardinus
o Pedro leva na naslcaz
e o Pedro marques leva na nalgas
Lince-do-Canadá
Canadá, e partes de Estados Unidos que incluem Montana ocidental e partes vizinhas de Idaho, Washington. Populações também pequenas em Nova Inglaterra, Utá.
Existem três subespécies de lince canadense:
* Lynx canadensis canadensis
* Lynx canadensis mollipilosus
* Lynx canadensis subsolanus
Parentes no mesmo gênero
Lince (rufus do L.)
Lince-pardo
O lince-pardo ou lince-vermelho (Lynx rufus) é um felídeo selvagem nativo da América do Norte. Com doze subespécie reconhecidas, esses animais podem ser encontrados, na sua maioria, praticamente em todas as partes dos Estados Unidos, ao sul do Canadá e ao norte do México. O lince-pardo é um animal que vive em ambientes diversos, tais como florestas, semi-desertos, zonas urbanas ou até pantanosas. Os linces-pardos vivem numa determinada área que varia conforme a estação do ano. Eles utilizam vários métodos para marcarem os limites do seu território, tais como marcações com as garras, urina e fezes.
Fisicamente o lince-pardo possui listas pretas características nas patas dianteiras e na cauda. As suas orelhas são proeminentemente pontiagudas com pequenos tufos pretos nas pontas. A sua cauda é curta e grossa, de ponta preta e distingue-se de outras espécies de lince pela lista branca que possui por baixo da cauda. O seu pêlo é normalmente de cor cinza ou de vários tons de castanho avermelhado, intercalando com manchas pretas ou dissipando-se nos tons claros das partes inferiores do seu corpo. Um macho adulto tem aproximadamente 90 cm de comprimento e varia entre os 7 e os 14 kg, e é geralmente 30 a 40% maior que a fêmea.
O lince-pardo é um animal carnívoro e pode caçar desde insetos e pequenos roedores, a quadrúpedes de grande porte tais como o veado, mas normalmente prefere animais menores, como o coelho. A localização, estação do ano e escassez das presas influenciam bastante as suas escolhas enquanto predador.
O lince-pardo acasala entre o inverno e a primavera e tem um período de gestação de cerca de dois meses. Os gatinhos selvagens ficarão com a sua mãe até à idade de um ano, aproximadamente.
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