DENISE CHRISPIM MARIN
AGÊNCIA ESTADO
08/02/2010 - 19:50
“Considero que não estão esgotadas as possibilidades de se alcançar uma posição comum entre o Irã e o P5+1, nos moldes do acordo de troca de urânio com baixo teor de enriquecimento por combustível para o reator de Teerã”, afirmou Amorim, por meio de sua assessoria de imprensa.
A posição de Amorim indica que o Brasil não se manifestará a favor de novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na sua edição de hoje, o jornal francês ‘Le Monde’ sinalizou que essa postura deverá gerar atrito com a França, que pretende colocar uma resolução nesse sentido em votação enquanto preside o Conselho do Segurança, neste mês. Para tanto, o governo francês espera obter um recuo na atual posição da China - do voto contrário às sanções ao Irã para a abstenção.
Nos cálculos da França, segundo o jornal, seria necessária a unanimidade do restante do Conselho em favor das sanções. Pelas regras em vigor, bastaria a aprovação de 2/3 dos membros, sem nenhum veto, para a resolução ser aprovada. Além do Brasil, a Turquia se alinha em favor da continuidade das negociações do acordo. A Nigéria, país de maioria muçulmana, e o Líbano dificilmente votariam em favor das sanções ao Irã. Todos os quatro emergentes são membros não-permanentes do Conselho.
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