Luana Lourenço
Agência Brasil
O líder indígena Henderson Hualinga, da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana, pediu nesta quarta-feira, durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, a saída da Petrobras de uma área de exploração de petróleo em uma região de floresta situada no noroeste do Peru.
“Na região do Lote 117 [na fronteira Peru-Equador-Colômbia], os povos quechua estão dizendo bem claro que não querem a Petrobras. Ali é uma reserva natural e nós queremos nosso território são”, disse, em um debate sobre sustentabilidade.
Segundo Hualinga, a empresa brasileira explora petróleo em uma área concedida pelo governo peruano sem consultar os povos indígenas que vivem na região.
“O governo peruano tem entregado nossos territórios a empresas multinacionais, porque lá estão o petróleo, a madeira, todos os recursos que nós temos. O governo não nos considera e não nos respeita, por isso faz todo tipo de negócio com nossa terras sem nos consultar. As empresas exploram e deixam para nós a contaminação e as enfermidades.” A Petrobras não se pronunciou sobre o assunto.
Hualinga também denunciou a perseguição de líderes indígenas da Amazônia peruana por causa da defesa dos interesses dos povos tradicionais da região. “A mobilização tem tido um custo alto para nós, com morte de indígenas e de policiais, nossos compatriotas. E há amigos exilados na Nicarágua porque são perseguidos por defender a sobrevivência do povo peruano.”
A entidade vai aproveitar o FSM para fazer um abaixo-assinado pedindo a volta dos exilados indígenas ao Peru.
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NIELMAR DE OLIVEIRA
AGÊNCIA BRASIL
A Petrobras negou hoje (27) que esteja desenvolvendo, atualmente, qualquer operação no bloco 117, na fronteira entre o Peru, o Equador e a Comlômbia, conforme denunciou, no Fórum Social Mundial, o líder indígena peruano Henderson Hualinga, da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana.
Na ocasião, ele chegou a pedir a saída da Petrobras da área de exploração de petróleo, que fica em uma região de floresta, situada no Noroeste do Peru. O fórum se realiza até o próximo dia 29, em Porto Alegre.
Por meio da assessoria de imprensa, a Petrobras respondeu que “a empresa, no momento, apenas realiza levantamentos aerogravimétricos, autorizados pelos órgãos competentes daquele país. Ou seja, a companhia somente faz sobrevoos na região do bloco, sem qualquer presença física em terra”.
O líder indígena peruano afirmou que “os povos Quechua estão dizendo, bem claro, que não querem a Petrobras. Ali, é uma reserva natural e nós queremos nosso território são”. Segundo Hualinga, a estatal explora petróleo em uma área concedida pelo governo peruano sem consultar os povos indígenas que vivem na região. Ele também denunciou a perseguição de líderes indígenas da Amazônia peruana.
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