A hipertensão arterial (HTA) ou hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, medida com esfigmomanômetro (“aparelho de pressão”), tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse e outras (veja causas de Hipertensão, mais abaixo). A sua incidência aumenta com a idade. No Brasil, estima-se que um em cada cinco habitantes seja portador dessa patologia. A hipertensão é seis vezes mais freqüente em indivíduos de meia-idade e idosos do que em jovens, contudo, algumas crianças ou jovens adultos podem apresentar a hipertensão caso tenham alguma cardiopatia ou algum problema sangüineo de nascença.
Descrição
A hipertensão ocorre quando os níveis da pressão arterial encontram-se acima dos valores de referência para a população em geral. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) os valores admitidos são:120x80mmHg, em que a pressão arterial é considerada ótima e 130x85mmHg sendo considerada limítrofe. Valores pressóricos superiores a 140x90mmHg denotam Hipertensão. Conforme a IV Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, compreende em estágios: 1 (leve – 140x90mmHg e 159x99mmHg), 2 (moderada – 160x100mmHg e 179x109mmHg) e 3 (grave – acima de 180x110mmHg). Qualquer indivíduo pode apresentar pressão arterial acima de 140x90mmHg sem que seja considerado hipertenso. Apenas a manutenção de níveis permanentemente elevados, em múltiplas medições, em diferentes horários e posições e condições (repouso, sentado ou deitado) caracteriza a hipertensão arterial. Esta situação aumenta o risco de problemas cardiovasculares futuros, como Infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular do tipo Cerebral, por exemplo. A possibilidade destes problemas é log-linear, ou seja, cresce de maneira contínua em uma escala logarítmica.
[editar] Hipertensão Arterial do Avental Branco
Hipertensão Arterial do Avental Branco é a situação na qual a média da pressão arterial determinada através de Monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA) ou Monitorização residencial de pressão arterial (MRPA) está normal e a medida de pressão arterial em consulta médica está elevada.
Hipertensão Arterial Mascarada
Hipertensão Arterial Mascarada’ ou Normotensão do Avental Branco é a situação na qual a média da pressão arterial determinada através de MAPA ou MRPA está elevada e a medida de pressão arterial em consulta médica está normal.
Diagnóstico
A medida da pressão arterial deve ser realizada apenas com aparelhos confiáveis. Para medi-la, o profissional envolve um dos braços do paciente com o esfigmomanômetro, que nada mais é do que uma cinta larga com um pneumático interno acoplado a uma bomba de insuflação manual e um medidor desta pressão. Ao insuflar a bomba, o pneumático se enche de ar e causa uma pressão no braço do paciente, pressão esta monitorada no medidor. Um estetoscópio é colocado sobre a artéria braquial (que passa na face interna medial do cotovelo). Estando o manguito bem insuflado, a artéria estará colabada pela pressão exercida e não passará sangue na artéria braquial. Não haverá ruído algum ao estetoscópio. Libera-se, então, a saída do ar pela bomba, bem devagar e observando-se a queda da coluna de mercúrio no medidor. Quando a artéria deixa de estar totalmente colabada um pequeno fluxo de sangue inicia sua passagem pela artéria provocando em ruído de esguicho (fluxo turbilionar). Neste momento anota-se a pressão máxima (sistólica). O ruído persistirá até que o sangue passe livremente pela artéria, sem nenhum tipo de garroteamento (fluxo laminar). Verifica-se no medidor este momento e teremos a pressão mínima (pressão diastólica). Em geral, medimos a pressão em milímetros de mercúrio (mmHg), sendo normal uma pressão diastólica (mínima) entre 60 e 80 mmHg (6 a 8 cmHg) e pressão sistólica entre 110 e 140 mmHg (11 a 14 cmHg) (cmHg = centímetros de mercúrio).
Sintomatologia
A hipertensão arterial é considerada uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não são observados quaisquer sintomas no paciente. Quando estes ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, tais como dor de cabeça, tonturas, cansaço, enjôos, falta de ar e sangramentos nasais. Esta falta de sintomas pode fazer com que o paciente esqueça de tomar o seu medicamento ou até mesmo questione a sua necessidade, o que leva a grande número de complicações.
Complicações
O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos nas artérias de diversas partes do organismo vivo. A Hipertensão Arterial é um fator de risco para Aterosclerose. Como qualquer artéria do corpo pode ser obstruída pela aterosclerose, praticamente todos os órgãos podem sofrer alterações decorrentes da hipertensão, sendo freqüentes:
* no coração – o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a miocardiopatia e a insuficiência cardíaca.
* no cérebro – o Acidente vascular cerebral (AVC).
* nos rins – insuficiência renal.
* nos olhos – diminuição da visão e problemas na retina.
Causas
1. HAS primária. Na grande maioria dos casos a Hipertensão Arterial é considerada essencial, isto é, ela é uma doença por si mesma. Em 95%[carece de fontes?] dos casos a causa da doença é desconhecida. Nesses pacientes ocorre aumento da rigidez das paredes arteriais, fato que é favorecido pela herança genética em 70% dos casos. Por essa razão, é preciso verificar o histórico familiar do paciente, uma vez que, se seus pais ou parentes próximos são hipertensos, ele tem grandes probabilidades de desenvolver a doença.
2. HAS secundária. Ocorre quando um determinado fator causal predomina sobre os demais, embora os outros possam estar presentes.
1. HAS por Doença do parênquima renal.
2. HAS Renovascular. HAS Renovascular é a provocada por algum problema nas artérias renais. De maneira reacional, o rim afetado produz substâncias hipertensoras. A correção do problema renal pode diminuir a pressão arterial.
3. HAS por Aldosteronismo primário.
4. HAS relacionada a Gestação.
5. HAS relacionada ao uso de Medicamentos.
1. HAS relacionada ao uso de Anti-concepcionais.
2. HAS relacionada ao uso de Corticosteróides.
3. HAS relacionada ao uso de Anti-inflamatórios.
6. HAS relacionada a Feocromocitoma. Feocromocitoma é um tumor que produz substâncias vasoconstrictoras que aumentam a pressão arterial, produzem taquicardia, cefaléia e sudorese. A retirada deste tumor pode diminuir a pressão arterial.
7. HAS relacionada a outras causas.
Tratamento
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
Embora não exista cura para a Hipertensão Arterial , é possível um controle eficaz, baseado quer na reformulação de hábitos de vida, quer em medicação, permitindo ao paciente uma melhor qualidade de vida.
Medidas não farmacológicas
Certas medidas não relacionadas a medicamentos são úteis no manejo da Hipertensão Arterial, tais como
* Moderação da ingestão de sal (Cloreto de sódio) e álcool (Etanol).
* Aumento na ingestão de alimentos ricos em potássio.
* Prática regular de atividade física.
* Administração do stress;
* Manutenção do peso ideal (IMC entre 20 e 25 kg/m²).
* Minimizar o uso de medicamentos que possam elevar a pressão arterial, como Anticoncepcionais orais e Anti-inflamatórios.
Medidas farmacológicas
Nos casos que necessitam de medicamentos, são utilizadas várias classes de fármacos, isolados ou associados. Entre outras possibilidades à disposição dos pacientes sob prescrição médica, encontram-se:
* Diuréticos
* Inibidores do sistema nervoso simpático
o Drogas de ação central
o Drogas de ação intermediária
+ Bloqueadores ganglionares
+ Bloqueadores pós-ganglionares
o Drogas de ação periférica
+ Antagonistas alfa adrenérgicos
+ Antagonistas beta adrenérgicos
* Inibidores de endotelina
* Antagonistas dos canais de cálcio
* Inibidores da enzima conversora da angiotensina II
* Antagonistas do receptor AT1 da angiotensina II
* Vasodilatadores diretos
* Nitratos
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