26 de março de 2010 19:12 

Fundo da Amazônia

A redução do desmatamento, a produção da conservação e do manejo sustentável das florestas são oportunidades claras de se obter benefícios climáticos imediatos. Portanto, a preservação da maior floresta tropical do planeta é imprescindível à sobrevivência da espécie humana.

A Floresta Amazônica tem uma extensão aproximada de 5,5 milhões de km2, sendo cerca de 60% em território brasileiro. Ela abriga 33% das florestas tropicais do mundo e cerca de 30% das espécies conhecidas da flora e da fauna. A cada ano, ela libera para a atmosfera - por meio da evaporação e da  transpiração da vegetação – mais de sete trilhões de toneladas de água.

Como forma de obter recursos para incentivar a preservação da floresta,foi criado, em 1º de Agosto de 2008, o FUNDO AMAZÔNIA. O objetivo central é promover projetos para a prevenção e o combate ao desmatamento e também para a conservação e o uso sustentável das florestas no bioma amazônico.

A gestão do Fundo cabe ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos do FUNDO AMAZÔNIA serão aplicados sob a forma de financiamentos não reembolsáveis.

O BNDES convida você a preservar este patrimônio do Brasil e fonte de benefícios para todo o mundo.

O Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico, nos termos doDecreto no 6.527, de 1º de agosto de 2008.

Gestão

O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, que também se incumbe da captação de recursos, da contratação e do monitoramento dos projetos e ações apoiados.

O Fundo Amazônia conta com um Comitê Orientador – COFA, com a atribuição de determinar suas diretrizes e acompanhar os resultados obtidos; e com um Comitê Técnico – CTFA, nomeado pelo Ministério do Meio Ambiente, cujo papel é atestar as emissões oriundas de desmatamentos na Amazônia.

O Comitê Técnico, conforme acima mencionado, atesta os cálculos apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente quanto às reduções efetivas de Emissões de Carbono Oriundas de Desmatamento, apreciando as metodologias de cálculo da área de desmatamento e a quantidade de carbono por hectare utilizada no cálculo das emissões. O Comitê Técnico é composto por seis especialistas de notório saber técnico-científico designados pelo Ministério do Meio Ambiente, após consulta ao Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, para mandato de três anos, prorrogável uma vez por igual período.

Patrimônio e Receitas

Os recursos que integram o patrimônio do Fundo Amazônia são provenientes de doações e remunerações líquidas da aplicação de suas disponibilidades.

Os doadores deverão depositar os recursos em conta bancária específica de titularidade do BNDES, no Brasil, que será informada após entendimentos entre as partes quanto à efetivação da doação.

O saldo dos recursos do Fundo Amazônia não utilizados até o final de cada exercício é transferido para o exercício seguinte em proveito do mesmo Fundo, acrescidos das remunerações líquidas provenientes da aplicação de suas disponibilidades.

O exercício Social do Fundo coincide com o exercício social do BNDES (1º de janeiro a 31 de dezembro).

Áreas Temáticas e Resultados Esperados

O Fundo Amazônia apoia projetos nas seguintes áreas:

  • Gestão de florestas públicas e áreas protegidas;
  • Controle, monitoramento e fiscalização ambiental;
  • Manejo florestal sustentável;
  • Atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da floresta;
  • Zoneamento ecológico e econômico, ordenamento territorial e regularização fundiária;
  • Conservação e uso sustentável da biodiversidade; e
  • Recuperação de áreas desmatadas.

Adicionalmente, o Fundo Amazônia pode apoiar o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais.

Além da redução das emissões de gases de efeito estufa, as áreas temáticas propostas para apoio pelo Fundo Amazônia podem ser coordenadas de forma a contribuir para a obtenção de resultados significativos na implementação de seus objetivos de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico.

Doações

Como fazer doações

O Fundo Amazônia já está preparado para receber doações de governos, instituições multilaterais, organizações não governamentais e empresas e está se estruturando para futuramente receber doações também de pessoas físicas.

Para fazer doações ou obter outras informações, escreva para fundoamazonia@bndes.gov.br ou telefone para o Departamento de Gestão do Fundo Amazônia: (21) 2172-7188.

Doadores do Fundo Amazônia

Contrato de Doação com o Governo
da Noruega

Conforme autorizado pelo Decreto nº 6.527/08, o BNDES celebrou um Contrato de Doação (“Donation Agreement”) com o Ministério das Relações Exteriores da Noruega, em 25.03.2009, no qual foi prevista doação a site Banco, na qualidade de gestor do Fundo Amazônia, no valor de até 700.000.000 de coroas norueguesas para o ano de 2009. O Contrato de Doação estabelece os termos e procedimentos aplicáveis às doações da Noruega relativas ao Fundo Amazônia.

Resumo

Os aportes de recursos são vinculados à redução da emissão de gases oriundos de desmatamento e degradação florestal e abrangem  exclusivamente o suporte a projetos a serem financiados pelo Fundo no período de 2009 a 2015.

As doações posteriores a 2009 serão especificadas em termos aditivos propostos pelo doador, dependendo dos resultados dos esforços de redução da taxa desmatamento.

Os desembolsos pelo governo norueguês serão efetuados semestralmente, ou em menor tempo, mediante solicitação, por escrito, do BNDES. A solicitação deve ser baseada nas necessidades financeiras do Fundo e no montante de redução de emissão de gás carbônico atestado pelo Comitê Técnico – CTFA.

Obrigações do BNDES

O BNDES assume a responsabilidade pela operação, informação e monitoramento do Fundo, obrigando-se a assegurar que os mais ltos padrões de ética sejam observados durante a seleção e contratação de projetos a serem desenvolvidos com recursos do Fundo. O Banco também se compromete a manter os recursos oriundos das doações segregados das isponibilidades do BNDES e, assim, devidamente contabilizados.

São também obrigações do BNDES:

- a publicação de Relatório Anual do Fundo Amazônia, até o segundo trimestre de cada ano e  da demonstração financeira do Fundo neste prazo (o Fundo também contará com as auditorias financeiras e de “compliance”).

- a preparação de Quadro Lógico (Matriz de Resultados), levando em conta as áreas de atuação do Fundo indicadas no Decreto 527/2008 e as diretrizes do Plano Amazônia Sustentável - PAS e do Plano de Prevenção e Controle do  Desmatamento na Amazônia Legal -  PPCDAM; e

- a convocação de Reunião Anual com os oadores para informar sobre o progresso realizado pelo Fundo, os resultados alcançados e o cumprimento das obrigações contratuais.

Contrato de Doação celebrado com o governo da Noruega

Ainda em 2009 (09.11.2009), foi celebrado aditivo ao referido Contrato de Doação.  O Governo da Noruega se comprometeu a fazer doações adicionais de até 750 milhões de coroas norueguesas em 2010 e até 750 milhões de oroas norueguesas em 2011.  Além desses valores, ficou prevista, ainda, a possibilidade de doações adicionais pelo Governo da Noruega em 2010 e 2011.

Diploma

O primeiro Diploma do Fundo Amazônia, de que rata o artigo 2º do Decreto nº 6.527/08, explicita a quantidade de carbono correspondente ao valor da doação e foi emitido por ocasião de sua liberação.


Ações de Prevenção e Controle do Desmatamento


Os esforços brasileiros para redução do desmatamento na Amazônia brasileira são internacionalmente reconhecidos. Inicialmente, em função do pioneirismo tecnológico do País em onitorar as mudanças na cobertura florestal, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, desde 1988, e também, pelos recentes êxitos de ações que ocasionaram a reversão do incremento das taxas anuais de esmatamento, algumas delas abaixo descritas.

O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal – PPCDAM, integrado inicialmente por 13 Ministérios do Governo Federal, sob coordenação direta da Casa Civil da Presidência da República, e em execução desde 2004, é um arranjo de ação governamental cujos resultados contribuíram significativamente para a queda do desmatamento, obtendo, por exemplo, uma redução de 59% da taxa de desmatamento no período 2005-2007.

Planos Estaduais de Combate ao Desmatamento:

A elaboração dos planos de combate ao desmatamento dos estados amazônicos, contou com a orientação do governo federal que estabeleceu, inicialmente, três eixos principais de ações: ordenamento territorial, controle ambiental e fomento às atividades produtivas sustentáveis. Seu objetivo é garantir o cumprimento das metas previstas em âmbito nacional no Plano de Prevenção e Controle de Desmatamento (PPCDAM).
Para os estados terem direito a voto nas deliberações do Comitê Orientador do Fundo Amazônia – COFA, precisam contar com um plano estadual de combate ao desmatamento (inciso II do artigo 4º do Decreto nº 6.527, de 1º de agosto de 2008, que criou o Fundo Amazônia).

Consulte aqui o estágio de elaboração e os Planos de Combate ao Desmatamento, por Estado:

(fevereiro/2010)

Estado Situação Link
Acre Concluído http://www.climaefloresta.org.br/biblioteca/livro/id/232
Amazonas Concluído http://www.vortexmidia.com.br/sds2008/noticia.php?cod=110
Amapá Concluído *

Maranhã
Em elaboração
Mato Groso Concluído http://www.sema.mt.gov.br/arquivos/PPCDQMT_final.pdf
Pará Concluído http://www.climaefloresta.org.br/biblioteca/livro/id/233
Rondônia Concluído *
Roraima Em elaboração
Tocantins Concluído *

* OBS: Aíntegra destes planos será  publicada em breve.


Outras Ações:

Há também outros exemplos dos esforços que o País vem fazendo para coibir o desmatamento ilegal na Amazônia, como por exemplo, a implementação dos modelos de gestão de Florestas Públicas foram introduzidos recentemente no ordenamento jurídico brasileiro por intermédio da Lei 11.284, de 2 de março de 2006. E para o novo período de 2008 a 2011, o governo está planejando investir através de seu Plano Plurianual (PPA) aproximadamente US$ 500 milhões em iniciativas relacionadas ao PPCDAM.

Complementarmente ao PPCDAM, a sociedade da região vem discutindo, desde o ano de 2003, as diretrizes para um novo modelo de desenvolvimento, consubstanciadas noPlano Amazônia Sustentável – PAS, cujo lançamento oficial se realizou no dia 8 de maio de 2008. O PAS reúne um conjunto de diretrizes estratégicas para referenciar as políticas governamentais, os investimentos privados e o atendimento às demandas da sociedade.

Entretanto, há um longo caminho a percorrer para tornar a floresta em pé mais atrativa, do ponto de vista econômico e social, do que a sua simples derrubada para a formação de pastos e lavouras. Pois à medida que se reduzem os índices de desmatamento, mais onerosos ficam os meios que impliquem novas e sucessivas reduções, exigindo, cada vez mais, uma definição quanto ao modelo de desenvolvimento a ser adotado na Amazônia, que valorize e proteja seu patrimônio, que favoreça sua diversidade social e étnica, elevando a qualidade de vida da população. Sendo assim novos avanços exigirão da sociedade brasileira e dos governos federal e estaduais ações cada vez mais sofisticadas.

Condições para Apoio Financeiro

Forma de Apoio

Apoio direto não-reembolsável.

Projetos Apoiveis

Ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável no Bioma Amazônico.

Os projetos passíveis de apoio devem contribuir direta ou indiretamente para a redução do desmatamento na Amazônia. Até 20% dos recursos do Fundo poderão ser utilizados no desenvolvimento de sistemas de nitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. As ações do Fundo Amazônia devem observar as diretrizes do Plano Amazônia Sustentável – PAS e do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal – PPCDAM.

Diretrizes e Citérios

Diretrizes e Critérios do Comitê Orientador do Fundo Amazônia – COFA.

Nível de Participação

Poderão ser exigidas contrapartidas financeiras e não-financeiras dos beneficiários.

Modalidades de Projetos

Visando maximizar a eficiência operacional e melhor distribuir os trabalhos de análise e acompanhamento dos projetos e seus resultados pelo BNDES, as áreas de aplicação do Fundo Amazônia, para fins operacionais, foram agrupadas nas seguintes modalidades:

  • Áreas Protegidas (Gestão e Serviços Ambientais);
  • Atividades Produtivas Sustentáveis;
  • Desenvolvimento Científico e Tecnológico ; e
  • Desenvolvimento Institucional e Aperfeiçoamento de Mecanismos de Controle.

A tabela a seguir mostra o detalhamento de cada uma das quatro modalidades.

Modalidade Objetivos Ações apoiáveis Beneficiários
Florestas Públicas e Áreas Protegidas (Gestão e Serviços Ambientais) Apoiar a expansão e conservação de áreas florestais protegidas.
  • Criação e implantação de novas Unidades de Conservação (UCs);
  • Consolidação de UCs existentes;
  • Monitoramento de biodiversidade em UCs;
  • Gestão de florestas públicas e áreas protegidas;
  • Preservação de recursos genéticos;
  • Pagamento por serviços ambientais; e
  • Outras ações relacionadas à expansão e conservação de áreas protegidas.
  • Órgãos da administração pública direta e indireta federal, estadual e municipal;
  • Fundações de apoio à pesquisa;
  • Organizações não governamentais e organizações da sociedade civil de interesse público; e
  • Empresas privadas.
Modalidade Objetivos Ações apoiáveis Beneficiários
Atividades produtivas sustentáveis Apoiar processos sustentáveis de produção, comercialização e uso dos recursos naturais do Bioma Amazônia.
  • Reflorestamento;
  • Manejo florestal;
  • Cadeia produtiva sustentável da madeira e de produtos não madeireiros;
  • Recuperação de áreas desmatadas;
  • Integração entre silvicultura, lavoura e pecuária;
  • Certificação Florestal;
  • Energias renováveis;
  • Ecoturismo; e
  • Outras atividades ligadas ao uso sustentável da biodiversidade.
  • Cooperativas;
  • Administração pública direta e indireta federal, estadual e municipal;
  • Fundações de apoio à pesquisa;
  • Organizações não governamentais e organizações da sociedade civil de interesse público; e
  • Empresas privadas.
Modalidade Objetivos Ações apoiáveis Beneficiários
Desenvolvimento Científico e Tecnológico Apoiar a inovação e a pesquisa científica e tecnológica associadas à recuperação, conservação e uso sustentável do Bioma Amazônico
  • Produção e difusão de conhecimentos e tecnologias voltados para o desenvolvimento de produtos, processos ou cadeias produtivas baseadas no uso sustentável dos recursos naturais e da biodiversidade;
  • Produção e difusão de conhecimentos e tecnologias de monitoramento, controle e fiscalização do desmatamento;
  • Produção e difusão de conhecimentos e tecnologias voltados para a conservação do Bioma Amazônico; e
  • Produção e difusão de conhecimentos e tecnologias voltados a recuperação de áreas desmatadas e degradadas visando a restauração ecológica ou a sua utilização para fins econômicos.
  • Centros de pesquisa governamentais e de universidades;
  • Cooperativas;
  • Administração pública direta e indireta federal, estadual e municipal;
  • Fundações de apoio à pesquisa (sujeito aos desdobramentos do Acórdão 2731/2008);
  • Organizações não governamentais e organizações da sociedade civil de interesse público;
  • Empresas privadas; e
  • Institutos científico-tecnológicos.

Observação: No caso dos projetos com fins lucrativos/econômicos, é necessário demonstrar benefício coletivo.

Modalidade Objetivos Ações apoiáveis Beneficiários
Desenvolvimento institucional e aperfeiçoamento de mecanismos de controle Apoiar a gestão ambiental, a regularização fundiária, o licenciamento, a fiscalização e o monitoramento no Bioma Amazônia.
  • Zoneamento Ecológico e Econômico, ordenamento e regularização fundiária;
  • Sistemas de monitoramento de áreas;
  • Capacitação e treinamento;
  • Sistemas de gestão fundária;
  • Equipamentos e infraestrutura;
  • Sistemas de informação e comunicação; e
  • Outras ações relacionadas ao desenvolvimento institucional e aperfeiçoamento de mecanismos de controle.
  • Entidades de meio ambiente, fundiárias e de apoio – federais, estaduais e municipais;
  • Fundações de apoio à pesquisa ligadas a órgãos públicos atuantes na região amazônica;
  • Entidades de controle ambiental e de combate a crimes ambientais.

Encaminhamento

As solicitações de apoio devem ser enviadas pela entidade interessada ao BNDES (o endereço encontra-se abaixo), gestor do Fundo Amazônia, por meio de Consulta Prévia.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
Área de Planejamento-AP
Departamento de Prioridades-DEPRI
Av. República do Chile, 100 – Protocolo – Térreo
20031-917 – Rio de Janeiro, RJ

Importante:

Fonte: www.fundoamazonia.gov.br.


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