DA REDAÇÃO
O excesso de enxofre no diesel brasileiro é responsável pela morte de 6.100 pessoas por ano nas capitais brasileiras e causa prejuízos financeiros de US$ 3 bilhões por ano. A conclusão consta de mais de 70 documentos, entre relatórios e estudos, reunidos por sete entidades ambientais e de defesa do consumidor e do meio ambiente..
Essas entidades pressionam a Petrobras a produzir o combustível com menos enxofre, o S-50, menos poluente e de melhor qualidade. Fabio Feldmann, conselheiro do Greenpeace, calcula que o custo da modificação, que deveria já ter ocorrido em janeiro último, de acordo com a Resolução 315 do Conama, seria de R$ 2 bilhões para a estatal.
Para tanto, as entidades se aliaram à Prefeitura de São Paulo e denunciaram no último dia 8 de julho o Governo brasileiro, acionista controlador da Petrobras e responsável pela ANP-Agência Nacional do Petróleo, na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. A Comissão pode instaurar um inquérito e, se for o caso, imputar sanções ao governo brasileiro.
A ANP é considerada omissa pelos ambientalistas. O presidente da Fundação Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, diz que em termos legais o pecado original é da ANP e que, em termos substanciais, é da Petrobras.
Esta questão já causou estragos em várias frentes. A Petrobras teve negada sua continuidade no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bovespa, que reúne as empresas de capital aberto mais sustentáveis do país. Além disso, por conta dessa discussão, o Instituto Ethos teve suspensa sua participação no Comitê do ISE, que é responsável pela análise das pretensões das empresas em participar do indicador.
A estatal garante que nunca desrespeitou a Resoluçao 315 do Conama e que está cumprindo o cronograma de oferta de diesel 50 no país, segundo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal, mas com o qual discordam entidades como o Greenpeace, o SOS Mata Atlântica e a Fundação Amigos da Terra.
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CORREÇÃO
Por erro da redação, o título da home informava que o número de mortes é de 100 por ano, quando, na verdade, é de 6.100.
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