O Brasil tem motivos de sobra para festejar seus craques. Se nem sempre vencem nos gramados, cada vez mais eles se mostram vitoriosos no campo do social. Que fique bem claro: essa atitude extrapola o futebol e o assistencialismo.
Atletas de várias modalidades esportivas fazem bonito em matéria de cidadania e empreendedorismo social. O foco de praticamente todos eles são as crianças e adolescentes em condições de fragilidade social, que dependem de um apoio para se descobrirem como indivíduos e seguirem a vida em frente.
Os objetivos das ações sociais desses craques têm semelhanças: a construção de valores e a promoção social por meio do esporte, educação, cultura, lazer e qualificação profissional.
O terreno escolhido tem tudo a ver com as raízes dos atletas ou com as carências dos seus jovens admiradores, embora haja atuações além fronteiras. Exemplo recente é o de Sócrates, eleito Embaixador do Brasil para a Campanha Mundial “1Gol: Educação para todos” durante a Copa do Mundo na África do Sul.
A campanha resulta de esforço mundial para que governos cumpram as metas do Programa Educação para Todos, da Unesco, e garantam que todas as crianças do planeta tenham acesso à educação de qualidade até 2015 (www.marque1gol.org.br).
Lembro das escolinhas de futebol, criadas como negócio por muitos ex-jogadores, mas sempre abertas a talentos desamparados.
Em Porto Alegre (RS), o Social Futebol Clube, parceria da Secretaria Municipal de Esportes com a Cooperativa de Ex-Atletas de Futebol Profissional, reúne 20 ex-jogadores de futebol que se dedicam à inclusão social de mais de 1.300 crianças. Nessa lida, a rivalidade entre Internacional e Grêmio desaparece e, além do futebol, os garotos participam de oficinas, palestras e cursos.
Ronaldo Nazário, o Fenômeno, foi dos primeiros a optar pela ação social individual. Ele, que já foi Embaixador da Boa Vontade em campanha da ONU, contribui para projetos sociais e marca presença em campanhas quando é convocado. Assim como ele, há muitos
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*Homenagem a Engel Paschoal (07/11/1945 a 31/03/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna.
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Lucila Cano é jornalista especializada em projetos editoriais, consultoria
empresarial e produção de textos sobre Responsabilidade Social e Ética.
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