AE
AGÊNCIA ESTADO
27/07/2010 – 11:40
“Nós nos dedicamos tanto a colher provas e o Ministério Público não deu a devida atenção. Disse que precisavam de mais dados e nada foi feito”, reclamou a fiscal de fábrica licenciada Marilene Lima de Souza, que perdeu a filha no episódio. A promotora Graça Mattos de Oliveira Portocarrero, coordenadora da 3.ª Central de Inquéritos do Ministério Público, não quis falar com a reportagem. Em nota, relatou os passos do processo e apontou a dificuldade em encontrar os corpos dos 11 desaparecidos.
Após a realização de um culto e uma caminhada pelas ruas de Acari e Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro, parentes de vítimas de violência acusaram o governo de ser conivente com os suspeitos. “Vamos levar os detalhes da investigação à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) para mostrar que o caso não foi adiante por conivência das autoridades e não por falta de provas”, avisou Maurício Campos, um dos coordenadores da Rede Contra a Violência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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