16 de setembro de 2009 16:12 

Camada de ozônio

Camada de ozônioA ozonosfera, ou camada de ozônio, localiza-se na estratosfera, entre 16 e 30
quilômetros de altitude. Com cerca de 20 km de espessura, contém aproximadamente
90% do ozônio atmosférico.

Os gases na ozonosfera são tão rarefeitos que, se comprimidos à pressão
atmosférica ao nível do mar, sua espessura não seria maior que alguns
milímetros. Este gás é produzido nas baixas latitudes, migrando diretamente para
as altas latitudes.

As radiações eletromagnéticas emitidas pelo Sol trazem energia para a Terra,
entre as quais a radiação infravermelha, a luz visível e um misto de radiações e
partículas, muitas destas nocivas.

Grande parte da energia solar é absorvida e reemitida pela atmosfera. Se
chegasse em sua totalidade à superfície do planeta, esta energia o
esterilizaria.

A ozonosfera é uma das principais barreiras que protegem os seres vivos dos
raios ultravioleta. O ozônio deixa passar apenas uma pequena parte dos raios
U.V., esta benéfica. Quando o oxigênio molecular da alta-atmosfera sofre
interações devido à energia ultravioleta provinda do Sol, acaba dividindo-se em
oxigênio atômico; o átomo de oxigênio e a molécula do mesmo elemento se unem
devido à reionização, e acabam formando a molécula de ozônio cuja composição é
(O3)

A região, quando saturada de ozônio, funciona como um filtro onde as
moléculas absorvem a radiação ultravioleta do Sol e, devido a reações
fotoquímicas, atenuando seu efeito. É nesta região que estão as
nuvens-de-madrepérola, que são formadas pela capa de ozônio.

 

Medidas

O padrão de medição do ozônio é feito de acordo com sua concentração por
unidade de volume que por sua vez recebe a denominação de Unidade Dobson (UD).

No ano de 2005, no dia sete de outubro, uma medição realizada pelo INPE na
Antártica constatou que a concentração de ozônio estava em torno de 160 UD,
quando em época de normal seria 340 UD (esta medida é considerada referencial).

Abaixo da medida de 220 UD já se pode considerar baixa densidade de ozônio,
ou a formação do buraco que já causa danos ao meio-ambiente.[1]

 

Formação

A camada de ozônio (ou ozonosfera) forma-se e destrói-se por fenômenos
naturais, mantendo um equilíbrio dinâmico, não tendo sempre a mesma espessura. A
espessura da camada pode assim alterar-se naturalmente ao longo das estações do
ano e até de ano para ano. Mas nem sempre a destruição da camada ocorre por
motivos naturais. Sobre a formação, o ozônio estratosférico forma-se geralmente
quando algum tipo de radiação ou descarga eléctrica separa os dois átomos da
molécula de oxigénio (O2), que então se podem recombinar individualmente com
outras moléculas de oxigénio para formar ozônio (O3). Curiosamente, é também a
radiação ultravioleta que “forma” o ozônio.

 

Como se forma o Ozônio

O ar que nos rodeia contém aproximadamente 20% de Oxigênio. A molécula de
oxigêno pode ser representada como O2, ou seja, dois átomos de Oxigênio
quimicamente ligados. De forma simplista, é o Oxigênio molecular que respiramos
e unido aos alimentos que nos dá energia. A molécula de ozônio é uma combinação
molecular mais rara dos átomos de oxigênio, sendo representada como O3. Para sua
criação é necessária uma certa quantidade de energia. Uma centelha elétrica, por
exemplo.

Suponhamos que tenhamos um vazamento de alta tensão num determinado circuito
elétrico hipotético (ou uma descarga atmosférica, outro exemplo). No momento da
passagem do arco voltaico pelo ar temos uma liberação de energia. Logo:

O2 + energia → 2 [O]

Traduzindo: Uma molécula de Oxigênio energizada é transformada em dois átomos
de Oxigênio livres.

Os átomos de Oxigênio livres na atmosfera são reativos quimicamente, logo
deverão se combinar com moléculas próximas para se estabilizar.

Imaginemos que tenhamos adjacentes aos átomos livres de oxigênio moléculas de
oxigênio e outras quaisquer. Chamemos as segundas de M (de molécula).

Logo teremos:

O + O2 + M → O3 + M

Traduzindo: Um átomo livre de Oxigênio com uma molécula de Oxigênio e uma
molécula qualquer são transformados em Ozônio e uma molécula qualquer.

Aquela molécula qualquer não é consumida pela reação, porém é necessária para
que possa se realizar. Na verdade M é um catalisador, pode ser no caso da
atmosfera da Terra o nitrogênio molecular (N2), onde M=N2, por exemplo.

Portanto, esta é uma das formas mais comuns de se produzir ozônio. Outras
seriam fornos industriais, motores automotivos entre outros que produzem o gás.
Na baixa atmosfera o ozônio é reativo e contribui para a poluição atmosférica
industrial, sendo considerado um veneno.

 

Degradação

Os clorofluorcarbonos (CFC´s), para além de outros produtos químicos
produzidos pelo Homem que são bastante estáveis e contêm elementos de cloro ou
bromo, como o brometo de metilo, são os grandes responsáveis pela destruição da
camada de ozônio. Os CFC tem inúmeras utilizações pois são relativamente pouco
tóxicos, não inflamáveis e não se decompõem (facilmente). Sendo tão estáveis,
duram cerca de cento e cinquenta anos. Estes compostos, resultantes da poluição
provocada pelo Homem, sobem para a estratosfera completamente inalterados devido
à sua estabilidade e na faixa dos 10 a 50 km de altitude, onde os raios solares
ultravioletas os atingem, decompõem-se, libertando seu radical, no caso dos CFCs
o elemento químico cloro. Uma vez liberto, um único átomo de cloro destrói cerca
de 100 000 moléculas de ozônio antes de regressar à superfície terrestre, muitos
anos depois.

Três por cento (3%), talvez mesmo cinco por cento (5%), do total da camada de
ozônio já foram destruídos pelos clorofluorcarbonetos. Outros gases, como o
óxido de nitrogênio (NO) libertado pelos aviões na estratosfera, também
contribuem para a destruição da camada do ozônio.

De acordo com a Quercus, Portugal é um dos países da União Européia que mais
contribui para a destruição da camada do ozônio: em 2004, Portugal recuperou
cerca de 0.5% dos CFC existentes nos equipamentos em fim de vida, como
frigoríficos, arcas congeladoras e aparelhos de ar condicionado. A não remoção e
tratamento dos CFC ainda presentes nos equipamentos mais antigos, conduz à
libertação para a atmosfera de 500 toneladas anuais, segundo a Quercus. Foi em
1986 que se verificou pela primeira vez a destruição progressiva da camada do
ozônio, com a sua consequente rarefação, designada por buraco do ozônio. Esta
descoberta foi feita sobre a Antárctica pelo físico britânico Joe Farman.

 

Os fluidos de refrigeração

Até os anos 1920 o fluido utilizado para aquecimento e resfriamento era a
amônia ou dióxido de enxofre, gases venenosos e que causam um cheiro
desagradável. No caso de vazamento podem ocasionar envenenamento naqueles que se
encontram próximos aos equipamentos de refrigeração. Iniciou-se então a pesquisa
para encontrar um gás substituto que fosse líquido em condições ideais,
circulasse no sistema de refrigeração e, em caso de vazamento, não causasse
danos aos seres vivos.

 

 A indústria química e os CFC's

Ozônio e CFC

As pesquisas da indústria química voltada à refrigeração se concentraram num
gás que não deveria ser venenoso, inflamável, oxidante, não causasse irritações
nem queimaduras, não atraísse insetos. Em suma, deveria ser um gás estável e
perfeito.

Nas pesquisas foram testados diversos gases e fluidos, sendo escolhida uma
substância que se chamaria de clorofluorcarbono, ou CFC.

Os CFC's podem ser compostos de um ou alguns átomos de carbono ligados a
átomos de cloro e/ou flúor.

Os CFC's passaram a constituir os equipamentos de refrigeração,
condicionadores de ar, como propelentes de sprays, solventes industriais,
espumas isolantes, produtos de utilização na Microeletrônica e na Eletrônica,
etc.

No final da década de 1960 eram liberadas em torno de um milhão de toneladas
de CFCs por ano. As formas de liberação do gás são diversas, a mais conhecida é
pelos aerossóis que utilizam o CFC como propelente. Uma vez liberado na
atmosfera, o propulsor começa a se espalhar pela atmosfera livre e levado por
convecção sobe até a alta atmosfera sendo espalhado por todo o planeta. Os CFCs
são gases considerados inertes cuja reação depende de condições muito
peculiares.

Na alta atmosfera existem correntes de ar em alta velocidade , as jet streams,
muito poderosas, cuja direção é horizontal. Estas espalham os gases da região em
todas as direções.

A camada de ozônio se encontra em torno de 25/26 quilômetros de altitude
aproximadamente. A energia solar em comprimento de onda ultravioleta forma as
moléculas de ozônio. O processo se dá quando se dividem algumas moléculas de
oxigênio em átomos oxigênio livre, recombinando-as às moléculas de oxigênio
através da radiação ultravioleta.

Aquelas moléculas de ozônio flutuando na alta atmosfera acabam encontrando as
moléculas de CFC. O clorofluorcarboneto é uma molécula estável em condições
normais de temperatura e pressão atmosférica, porém, excitado pela radiação UV,
acaba se desestabilizando e libera o átomo de cloro.

O átomo de cloro é um catalisador poderoso que destrói as moléculas de
ozônio, permanecendo intacto durante todo o processo. Uma vez na alta atmosfera,
o cloro leva muitos anos para descer à baixa atmosfera. Neste período, cada
átomo de cloro destruirá milhões de moléculas de ozônio. A reação de destruição
do ozônio é bastante simples, uma vez que esta molécula é extremamente reativa
na presença de radiação UV e cloro. Observemos:

O2 + Energia UV → 2 O

2 Cl (do CFC) + 2O3 → 2 ClO + 2 O2

2 Cl + 2 O (regenerando o Cl) + 2 O2

Logo, a resultante da reação é:

2 O3 → 3 O2

Isto significa que tivemos três moléculas de oxigênio geradas e os átomos de
cloro foram regenerados para destruir mais duas moléculas de ozônio de cada vez,
e assim por diante, infinitamente, até o cloro descer à baixa atmosfera.

Em meados da década de 90, pesquisadores alemães desenvolveram estudos em que
foi verificada a ação de microrganismos capazes de evitar a degradação do
ozônio, decompondo os gases CFC's. O trabalho se intitula: "Reductive
Dehalogenation – its logics microbian", e foi publicado em 1997.

O buraco na camada de ozônio

Poluição v·d·e

Poluição atmosférica

Chuva ácida • Índice de qualidade do ar • Modelização de dispersão
atmosférica • CFC • Escurecimento global • Destilação global• Aquecimento global
• Qualidade do ar interior • Buraco do ozono • PM10 • Smog

Poluição da água

Eutrofização • Hipóxia (Ambiente) • Poluição marinha • Detritos marinhos •
Acidificação Oceânica • Maré negra • Poluição por barcos • Escorrência
superficial • Poluição térmica • Águas residuais • Água inquinada • Qualidade da
água • Águas estagnadas •

Contaminação do solo

Biorremediação • Herbicida • Pesticida

Contaminação radioactiva

Radioatividade ambiental • Produtos da fissão • Cinza nuclear • Plutónio no
ambiente • Envenenamento radioativo • Rádio no ambiente • Urânio no ambiente

Outros tipos de Poluição

Espécie invasora • Poluição luminosa • Poluição sonora • Radiação
electromagnética • Poluição visual

Apesar dos gases que prejudicam a camada de ozônio serem emitidos em todo o
mundo – 90% no hemisfério norte, principalmente resultantes da atividade humana
– é na Antártica que a falha na camada de ozônio é maior. A área do buraco de
ozônio é definida como o tamanho da região cujo ozônio está abaixo das 200
unidades Dobson (DUs – unidade de medida que descreve a espessura da camada de
ozônio numa coluna directamente acima de onde são feitas as medições): 400 DUs
equivale a 4 mm de espessura. Antes da Primavera na Antártica, a leitura
habitual é de 275 DUs.

 

Buraco na camada de ozônio

O buraco na camada de ozônio é um fenômeno que ocorre somente durante uma
determinada época do ano, entre agosto e início de novembro (primavera no
hemisfério sul). O que conhecemos por "buraco na camada de ozônio" não se trata
propriamente de um buraco na camada do gás ozônio, na verdade trata-se de uma
rarefação (afinamento de espessura), que é explicada pelos arranjos moleculares
do comportamento dos gases em um meio natural, que não possibilitaria uma falha
a ser denominada buraco.

Quando a temperatura se eleva na Antártica, em meados de novembro, a região
ainda apresenta um nível abaixo do que seria considerado normal de ozônio.

No decorrer do mês, em função do gradual aumento de temperatura, o ar
circundante à região onde se encontra o buraco inicia um movimento em direção ao
centro da região de baixo nível do gás.

Desta forma, o deslocamento da massa de ar rica em ozônio (externa ao buraco)
propicia o retorno aos níveis normais de ozônio a alta atmosfera fechando assim
o buraco.

A Organização Meteorológica Mundial (WMO), no seu relatório de 2006, prevê
que a redução na emissão de CFCs, resultante do Protocolo de Montreal, resultará
numa diminuição gradual do buraco de ozônio, com uma recuperação total por volta
de 2065. No entanto, essa redução será mascarada por uma variabilidade anual
devida à variabilidade da temperatura sobre a Antártica. Quando os sistemas
meteorológicos de grande escala, que se formam na troposfera e sobem depois à
estratosfera, são mais fracos, a estratosfera fica mais fria do que é habitual,
o que causa um aumento do buraco na camada de ozônio. Quando eles são mais
fracos (como em 2002), o buraco diminui.

 

Relação com a temperatura

As constantes temperaturas frias do Inverno que se sentem no Pólo Sul
contribuem para a formação de nuvens polares estratosféricas que incluem
moléculas contendo cloro e bromo. Quando a Primavera polar chega (Setembro), a
combinação da luz solar com aquelas nuvens leva à formação de radicais de cloro
e bromo que quebram as moléculas de ozono, com consequente destruição da camada
do ozono. Quanto mais frio é o Inverno antárctico mais afectada é a camada do
ozono. Em 2002, as dimensões sofreram um decréscimo e o “buraco” foi mesmo
dividido em duas partes distintas, devido a uma vaga de calor sem precedentes na
região, foi o menor buraco do ozono desde 1988.

Com efeito, no ano 2000, as dimensões do “buraco” da camada de ozono
atingiram um valor máximo de 27 a 28 milhões de km2 , devido a um Inverno
particularmente frio. Tudo isto nos leva a crer que, enquanto anteriormente se
pensava que este fenómeno era totalmente independente das emissões dos gases de
estufa, tais como o dióxido de carbono, os dois fenómenos podem, de facto, estar
relacionados. Isto porque o aquecimento climático é acompanhado de um
arrefecimento da alta atmosfera em altitude, o que pode acelerar a destruição da
camada de ozono. Anteriormente à descoberta da possível correlação entre estes
dois fenómenos estimava-se que a recuperação da camada de ozono não deveria
começar a ocorrer antes de 2010-15, e que a recuperação completa dessa mesma
camada só poderia começar a ser esperada cerca de 2050-60.

A eventual correlação entre os dois fenómenos poderá resultar na revisão,
para mais longe, destas expectativas, a menos que o Protocolo de Kyoto venha a
ter resultados positivos em breve, sobre a diminuição das emissões de gases com
efeito de estufa. O buraco do ozono persiste normalmente até Novembro/Dezembro,
quando as temperaturas regionais aumentam. O tempo exato e amplitude do buraco
de ozono na Antártida dependem de variações meteorológicas regionais.

O buraco do ozono não se restringe à Antártida. Um efeito similar, mas mais
fraco, tem sido detectado no Árctico e também noutras regiões do planeta, a
camada de ozono tem ficado mais fina, permitindo a intensificação dos raios UV e
o aparecimento de novos buracos que poderão surgir sobre qualquer latitude.

 

Evolução ao longo dos anos

Em 1985, os cientistas identificaram uma zona mais fina da camada do ozonio
sobre a Antártida durante os meses de Primavera que ficou conhecida como “buraco
do ozono”. As provas científicas mostram que os compostos químicos de origem
humana são responsáveis pela criação do buraco do ozono Antárctico e são
provavelmente responsáveis importantes pelas perdas globais de ozono. As
substâncias destruidoras de ozono (Ozone Depleting Substances, ODS) têm sido
usadas em muitos produtos que tiram partido das suas propriedades físicas (ex.
CFCs têm sido usados como gases comprimidos em aerossóis e refrigerantes).
Pensa-se que a camada de ozono se está a degradar a uma taxa de 5% a cada 10
anos sobre a Europa do Norte, com essa degradação a estender-se a sul ao
Mediterrâneo e ao sul dos EUA. Contudo, a degradação do ozono sobre as regiões
polares é a mais dramática manifestação do efeito global geral.

Os níveis de ozonio sobre o Árctico na Primavera de 1997 diminuíram 10% desde
1987, apesar da redução da concentração de CFCs e outros compostos industriais
que destroem o ozono quando expostos à luz solar. Acredita-se que isto pode
dever-se a um vortex de ar frio em expansão formado na baixa estratosfera sobre
o Árctico, conduzindo a um aumento do ozono destruído. Prevê-se que um buraco
sobre o Árctico do tamanho do que se encontra sobre a Antártida possivelmente se
torne uma ameaça ao hemisfério norte por várias décadas. Ainda em 1997 o buraco
do ozono antárctico cobria 24 Mkm2 em Outubro, com uma média de 40% de
degradação do ozono e com os níveis de ozono na Escandinávia, Gronelândia e
Sibéria alcançando uns sem precedentes 45% de degradação em 1996. O tamanho do
buraco na camada do ozono em Outubro de 1998 era 3 vezes o tamanho dos EUA,
maior do que jamais houvera sido. No Outono de 2000, o buraco na camada de ozono
era o maior de sempre. Os observadores houveram esperado que o seu nível em 1998
era devido ao El Niño e que não seria excedido.

Desde a descoberta do fenómeno de destruição da camada de ozono nos anos 80,
que os satélites têm monitorizado a concentração do ozono estratosférico no
planeta Terra, como é o caso do Envisat, da Agência Espacial Europeia, lançado
em Março de 2002, e utilizado actualmente para essa missão, elaborando modelos
de previsão a partir de dados recebidos.

 

Consequências da degradação da ozonosfera

Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da
imparcialidade.

Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente
tornar o artigo mais imparcial.

A consequência imediata da exposição prolongada à radiação UV é a degeneração
celular que ocasionará um câncer de pele nos seres humanos de pele clara. As
pessoas de pele escura não estão livres desse câncer, a diferença é somente o
tempo de exposição. Até o final da década de 1990, os casos de câncer de pele
registrados devido ao buraco na camada de Ozônio tiveram um incremento de 1000%
em relação à década de 1950. Alguns desinformados e principalmente aqueles
defensores das indústrias fabricantes de CFCs, dizem que este aumento foi devido
à melhoria da tecnologia de coleta de dados, e que os danos são muito menores do
que os alarmados e alardeados pelos cientistas atmosféricos[carece de fontes?].

O buraco da camada de Ozônio tem implicações muito maiores do que o câncer de
pele nos humanos. As moléculas orgânicas expostas à radiação UV têm alterações
significativas e formam ligações químicas nocivas aos seres vivos. A radiação UV
atinge em especial o fitoplâncton que habita a superfície dos oceanos e morre
pela sua ação.

Em quantidades muito pequenas, as radiações UV são úteis à vida, contribuindo
para a produção da vitamina D, indispensável ao normal desenvolvimento dos
ossos. No entanto, a exposição prolongada e sem protecção a radiação UV causa
anomalias nos seres vivos, podendo levar ao aparecimento de cancro da pele,
deformações, atrofia e cegueira (cataratas) assim como à diminuição das defesas
imunológicas, favorecendo o aparecimento de doenças infecciosas e em casos
extremos, pode levar à morte. A radiação UV excessiva pode também diminuir a
taxa de crescimento de plantas e aumentar a degradação de plásticos, tal como
aumentar a produção de ozono troposférico e afectar ecossistemas terrestres e
aquáticos, alterando o crescimento, cadeias alimentares e ciclos bioquímicos. Em
particular, a vida aquática junto à superfície da água, onde as espécies de
plantas que formam as bases da cadeia alimentar são mais abundantes, é
adversamente afectada por elevados níveis de radiação UV. A produção/degradação
do ozono troposférico também altera a distribuição térmica na atmosfera,
resultando em impactos ambientais e climáticos indeterminados. Anualmente e a
nível mundial, surgem cerca de 3 milhões de novos casos de cancro da pele e
morrem 66 000 pessoas com esse tipo de cancro. De acordo com o Programa das
Nações Unidas para o Ambiente, a redução de apenas 1% na espessura da camada de
ozono é suficiente para a radiação UV cegar 100 mil pessoas por catarata e
aumentar os casos de cancro da pele em 3%.

A diminuição do ozono estratosférico e as alterações climáticas são problemas
ambientais distintos, causados principalmente pela actividade humana e
interrelacionando-se de várias formas:

* As substâncias que causam a destruição da camada do ozono, como os CFCs
também contribuem para o efeito de estufa;

* A camada de ozônio NÃO influencia na temperatura. Os cientistas antes
acreditavam que se ela fosse destruída, a Terra regularia melhor a sua
temperatura. No entando, a camada não influencia no efeito de estufa;

* O aumento de exposição da superfície terrestre a raios UV pode alterar a
circulação dos gases com efeito de estufa, aumentando o aquecimento global. Em
particular, prevê-se que o aumento de UV suprima a produção primária nas plantas
terrestres e no fitoplâncton marinho, reduzindo a quantidade de dióxido de
carbono que absorvem da atmosfera;

* Prevê-se que o aquecimento global conduza a um aumento médio das
temperaturas na troposfera, podendo arrefecer a estratosfera, consequentemente,
aumentando a destruição da camada de ozono (temperaturas baixas favorecem
reacções de destruição do ozono).

Observação: O sol emite dois tipos de raios: UV (ultra-violeta) que causa
câncer de pele; e IF (infra-vermelho) responsável pelo aquecimento da Terra. A
camada de ozônio somente evita a entrada de UV, por isso que sua destruição
aumentaria a taxa de câncer de pele. Mas, não esquentaria o planeta, visto que
ela nao impede a entrada de raios infra-vermelhos provenientes do Sol.

O buraco da camada de ozonio situa-se na região do polo sul.Medições recentes
indican que ele abrangeuma área de aproximadamente 27 milhões de quilômetros
quadrados da atmosfera.É uma área muito extensa e por isso o fênomeno é
preocupante.

 

Regiões do globo mais afectadas

Os pólos são as zonas mais afetadas pelo buraco na camada de ozonio. A razão
para esse facto está relacionada com as especiais condições meteorológicas
nessas zonas do globo, especialmente o Pólo Sul (Antártida). Durante o Inverno
quando os raios solares não atingem esta região do planeta, as temperaturas são
baixíssimas, formando-se umas nuvens de constituição diferente das que
costumamos observar. Isto vai criar uma conversão mais rápida e fácil dos CFCs
em radicais de cloro destrutivos de ozono. Como as massas de ar circulam em
camadas sobrepostas, dos Pólos para o Equador e no sentido inverso, estas têm a
capacidade de transportar poluentes para milhares de quilómetros de distância de
onde estes foram emitidos. Na Antártida a circulação é interrompida, formando-se
círculos de convecção exclusivos daquela área que levam as moléculas com cloro
para a estratosfera. Estes poluentes trazidos pelas correntes no Verão
permanecem na Antártida até nova época de circulação. Ao chegar a Primavera, com
os seus primeiros raios de sol, as reacções químicas que destroem o ozono são
estimuladas. Forma-se, então, o buraco de ozono de dimensões imensas (cerca de
20 milhões de km2) que, por via da sua dimensão aparenta arrastar os níveis de
ozono noutros continentes do planeta. Em Novembro, o ar que chega de outras
regiões permite uma recomposição parcial do escudo de ozono; o buraco diminui de
tamanho, mas não fecha completamente.

 

Em Portugal

Quanto à situação da camada de ozonio em Portugal, a diminuição da espessura
da camada também foi sentida. Há medições da espessura da camada de ozonio desde
1951. Os dados recolhidos permitem concluir que a quantidade total de ozonio, no
período 1968-1997, apresenta uma tendência estatisticamente significativa de
redução da espessura da camada de 3.3 % por década, o que é perfeitamente
consistente com a redução que se tem observado noutras estações de Europa (por
exemplo em Itália).

 

Medidas tomadas mundialmente para evitar a degradação da ozonosfera

Com efeito, cerca de dois anos após a descoberta do buraco do ozono sobre a
atmosfera da Antárctica, os governos de diversos países, entre os quais a
maioria dos países da União Europeia, assinaram em 1987 um acordo, chamado
Protocolo de Montreal, com o objectivo de reconstituir a concentração de ozono
na alta atmosfera. O único método conhecido de protecção da camada do ozono é
limitar a emissão dos produtos que o danificam e substitui-los por outros mais
amigos do ambiente, como os clorohidrofluorcarbonetos, que contêm pelo menos um
hidrogénio, susceptível de ser atacado na atmosfera. Assim sendo, mais de 60
países comprometeram-se a reduzir em 50% o uso de CFC até finais de 1999, com o
Protocolo de Montreal, com o objectivo de reconstituir a concentração de ozono
na alta atmosfera. Este acordo entrou em vigor em 1989 e visa reduzir,
progressivamente, as emissões dos gases que provocam a degradação do ozono Na
Conferência de Londres, em 1990, concordou-se em acelerar os processos de
eliminação dos CFC, impondo a paragem total da produção até ao ano de 2000,
tendo sido criado um fundo de ajuda aos países em desenvolvimento para esse fim.
Os Estados Unidos, Canadá, Suécia e Japão anteciparam essa data para 1995 e a UE
decidiu parar com a produção até Janeiro de 1996. Segundo a Organização
Meteorológica Mundial, o Protocolo de Montreal tem dado bons resultados, uma vez
que foi registada uma lenta diminuição da concentração de CFC na baixa atmosfera
após um máximo registado no período de 1992/1994. Em Fevereiro de 2003,
cientistas neozelandeses anunciaram que o buraco na camada de ozono sobre a
Antártida poderá estar fechado em 2050, como resultado das restrições
internacionais impostas contra a emissão de gases prejudiciais.

Sem a forte adesão ao Protocolo, os níveis de substâncias prejudiciais para o
ozono seriam cinco vezes maiores do que são hoje. Mesmo assim, a luta pela
restauração da camada de ozono tem de continuar, pois aquelas substâncias têm um
tempo de vida longo. Os cientistas prevêem que o aparecimento anual do buraco do
ozono no Pólo Sul dure ainda vários anos. O êxito do Protocolo de Montreal
evidencia o sucesso da cooperação entre países e organizações internacionais
para um fim comum. Só o cumprimento integral e continuado das disposições do
Protocolo por parte dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento
poderá garantir a recuperação total da camada de ozono.

Em 2009, o Parlamento Europeu aprovou novas normas para tentar reconstruir a
camada de ozônio. As normas vão além do estabelecido no Protocolo de Montreal,
pois além de proibir a comercialização de substâncias nocivas à camada, inclui
na proibição as contidas em frigoríficos e material de isolamentos de
edifícios.[2]

 

Medidas que cada um pode tomar

Os primeiros passos, e mais importantes, são a procura de informação: devemos
todos estar informados sobre o problema e o que o causa, utilizando como fontes
de informação publicações, escolas, bibliotecas públicas, Internet, etc. Como já
foi referido, a única maneira de reparar a camada de ozono é parar a libertação
de CFCs e outros gases que destroem o ozono troposférico (ODS’s). A legislação
Europeia tem isto como objectivo, através da substituição dos ODS’s logo que
alternativas viáveis estejam disponíveis, e onde tais alternativas não estejam
disponíveis restringe-se o uso destas substâncias tanto quanto possível. Apesar
disto, há diversa

* Tentar usar produtos rotulados como “amigos do ozono”;

* Assegurar que os técnicos que reparam os frigoríficos e aparelhos de
ar-condicionado recuperam e reciclam os velhos CFCs de modo a que estes não
sejam libertados para a atmosfera;

* Verificar regularmente os aparelhos de ar-condicionado das viaturas sobre
eventuais fugas;

* Pedir para mudar o refrigerante do carro caso o aparelho de ar-condicionado
necessite de uma grande reparação;

* Retirar o refrigerante dos frigoríficos, aparelhos de ar-condicionado e
desumidificadores antes de os deitar fora;

* Ajudar a criar um programa de recuperação e reciclagem na área de
residência caso tal ainda não exista;

* Trocar extintores que usem “halon” por outros que usem compostos
alternativos (ex. dióxido de carbono ou espuma);

* Sugerir actividades escolares com o objectivo de aumentar a consciência
cívica do problema e fomentar a acção local.

 

Protegendo-nos da radiação UV

Há uma relação directa entre a quantidade de exposição à radiação U.V e o
risco de contrair certos tipos de câncer de pele. Os fatores de risco incluem
tipo de pele, queimaduras solares durante a infância e exposição a luz solar
intensa. Mudanças recentes no estilo de vida, com mais pessoas a irem para
férias e deliberadamente aumentarem a sua exposição a luz solar forte, são
responsáveis parciais por um aumento de cancros de pele malignos. De modo a
minimizar o risco de contrair câncer de pele, devemos cobrir a pele exposta com
roupa ou protetor solar adequado e usar chapéu. Para os olhos, devem-se usar
óculos certificados para protegerem dos raios U.V.

 

 

Fonte: Wikipédia


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  1. Radiação ultravioleta


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