A diplomacia brasileira pisou na bola, mais uma vez, quando após várias notícias veiculadas nos meios de comunicação, dando conta do oferecimento oficial de asilo à iraniana Sakineh Mohammadi Ashitiani (42), surge a informação de que não chegara formalmente ao Irã nenhum documento do Brasil, atinente a esse caso.
O desmentido iraniano deixou a todos perplexos, porquanto partira do próprio presidente Lula a informação de sua vontade em solicitar clemência ao seu “aliado” persa, em favor daquela desditada mulher, que a essa altura pode até já ter “passado desta vida para uma melhor”. Enquanto isso, o chanceler Celso Amorim ficou pisando em ovos.
O fato nos oferece a oportunidade de uma profunda reflexão. O que está se passando com a diplomacia brasileira, nos últimos anos? Por que a utilização de sofismas?…
Recentemente tivemos o imbróglio envolvendo o patrocínio do Brasil para um acordo do Irã com vistas ao enriquecimento de urânio para fins pacífico, em que a nossa diplomacia, por razões obscuras, omitiu algumas cláusulas do documento, somente mais tarde denunciadas através dos Estados Unidos. Agora vem esse caso, Sakineh. Daí, não será demais conjecturar: existirão outros silogismos da diplomacia brasileira? Será que o Brasil está copiando a postura dos países comunistas, onde se acredita que a mentira repetida muitas vezes pode transformar-se em verdade?
De volta ao caso Sakineh, ficamos apreensivos por saber que o nosso Governo aceita de bom grado apoiar países cujos ditadores não respeitam os direitos humanos, como o Irã, a Coréia do Norte, Cuba e Venezuela. Países onde a democracia é tratada a ponta-pé. Tomemos alguns exemplos: Cuba tem um ditador há 50 anos; a Venezuela elegeu Chavez faz mais de uma década; na Coréia do Norte o seu ditadorzinho está no poder há tanto tempo que se perdeu a conta; e, o Irã possui um presidente de direito, mas quem manda mesmo são os aitolás. Naquele país, ainda se faz “justiça” com apedrejamento e até advogados abandonam as causas fugindo para não serem massacrados, junto com os seus clientes, como o iraniano Mohammad Mostafei (defensor de Sakineh) que escapou para a Noruega.
Não sei até onde o Brasil quer ir com essas amizades que só causam preocupação. De uma hora para outra podemos deparar-nos com onda terrorista invadindo nosso território ou mesmo passarmos a figurar entre os países que acobertam guerrilheiros, porque as nossas companhias não são boas e segundo o ditado popular: “Dize-me com quem andas que te direi quem és!”
Nesse momento estamos em pleno processo eleitoral a fim de eleger o (a) futuro (a) Presidente da República, do (a) qual esperamos a adoção de uma política internacional compatível com o status de grande nação que somos.
Agora, convenhamos: Com todo respeito às leis iranianas, dá para confiar bomba atômica a um país que ainda mata as pessoas por apedrejamento?
Deus nos livre!
Matérias relacionadas:
13 de dezembro de 2010
4 de dezembro de 2010
28 de novembro de 2010
22 de novembro de 2010
15 de novembro de 2010
7 de novembro de 2010
4 de novembro de 2010
28 de outubro de 2010
21 de outubro de 2010
14 de outubro de 2010
7 de outubro de 2010
1 de outubro de 2010
27 de setembro de 2010
22 de setembro de 2010
16 de setembro de 2010
8 de setembro de 2010
2 de setembro de 2010
27 de agosto de 2010
22 de agosto de 2010
15 de agosto de 2010
10 de agosto de 2010
28 de julho de 2010
26 de julho de 2010
22 de julho de 2010
17 de julho de 2010
11 de julho de 2010
4 de julho de 2010
29 de junho de 2010
23 de junho de 2010
20 de junho de 2010
14 de junho de 2010
8 de junho de 2010
4 de junho de 2010
31 de maio de 2010
28 de maio de 2010
21 de maio de 2010
15 de maio de 2010
10 de maio de 2010
4 de maio de 2010
30 de abril de 2010
25 de abril de 2010
20 de abril de 2010
16 de abril de 2010
12 de abril de 2010
5 de abril de 2010
2 de abril de 2010
26 de março de 2010
21 de março de 2010
15 de março de 2010