NATÁLIA MANCIO
DA ROJAS COMUNICAÇÃO
O mundo globalizado repleto de informações, exigências e obrigações, uma sociedade cheia de transformações, cobranças e competitividade, situações de conflitos, rupturas e mudanças, além da grande quantidade de atribuições de atividades extracurriculares – como ballet, computação, jiu-jítsu, natação, inglês, artes e futebol –, deixam as crianças predispostas a desenvolver problemas desconfortantes como a ansiedade e o estresse, que anteriormente eram conhecidos e sentidos apenas por adultos, têm atingido as crianças.
A incidência desse mal nos pequeninos pode acarretar em danos à saúde, entre eles a cefaléia. Dessa forma, o fator emocional é a principal causa do problema, embora ele também seja ocasionado pelo uso exagerado do computador, pelas diversas horas destinadas ao videogame e à televisão, às poucas horas de sono, problemas de vista, alimentação desequilibrada (muito açúcar, café, chocolate, massas e gorduras) e ambientes em que há fumantes. “Quando uma criança reclama de dor de cabeça, devemos escutá-la com atenção. Pode ser que a dor esteja relacionada com problemas físicos ou emocionais, pode até ser um sintoma de uma doença grave. Portanto, para obter um diagnóstico preciso sobre a causa do distúrbio é necessário recorrer primeiro ao médico pediatra, que, se achar necessário, encaminhará o paciente a um neurologista”, afirma Francisco Lembo Neto, coordenador da Pediatria do Hospital Leforte, do Grupo Saúde Bandeirantes, de São Paulo.
A doença popularmente conhecida como dor de cabeça é motivo de queixa de 10% das crianças que vão às creches ou estão no jardim de infância e de 50% das reclamações daquelas que freqüentam o curso primário. Por isso, é importante ficar alerta para os sintomas, que geralmente se apresentam como uma dor palpitante, comparada a sensação de estar levando pancadas de um martelo em um ou nos dois lados da cabeça. Quando a dor é muito forte, é comum que venha acompanhada por vômitos, queda de pressão, tontura, enjôos, dor de estômago e intolerância a qualquer barulho ou aroma.
Uma criança que sente dor de cabeça ainda pode apresentar alterações de comportamento, como irritação, agressividade, retraimento, além da dificuldade de concentração e aprendizagem na escola. Por essas razões, faz-se imprescindível a prevenção que consiste em uma vida equilibrada, na qual a criança tenha tempo para dormir, estudar, brincar e descansar. É importante que o tempo que a criança disponibiliza para o videogame, computador e televisão seja limitado. Atenção também às refeições, que devem conter os nutrientes e vitaminas que a criança necessita. Outra dica fundamental quando o assunto é cefaléia é que não se deve medicar os filhos sem prescrição, deve haver investigação realizada especialista. “Medicamentos usados sem critério, podem piorar o problema, por isso só o médico pode orientar e indicar os remédios e decidir qual o tratamento adequado. Para aliviar a dor de cabeça, o melhor a fazer é deitar a criança em um quarto escuro, fresco e silencioso, colocar um pano úmido sobre os olhos ou na testa e pedir-lhe que se acalme e relaxe. Vale lembrar que isso é apenas um procedimento para aliviar a dor na hora, não é uma solução, de maneira que é essencial a consulta com o especialista”, finaliza o pediatra do Hospital Leforte, localizado no bairro do Morumbi, na capital paulista.
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