Agronegócio é toda relação comercial e industrial envolvendo a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. No Brasil, o termo agropecuária é usado para definir o uso econômico do solo para o cultivo da terra, associado com a criação de animais.
Ciclo do agronegócio
Agronegócio (também chamado de agrobusiness) é o conjunto de negócios relacionados à agricultura dentro do ponto de vista econômico.
Costuma-se dividir o estudo do agronegócio em três partes. A primeira parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos (ou de “dentro da porteira”) que representam os produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes produtores, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas (empresas).
Na segunda parte, os negócios à montante (ou “da pré-porteira”) aos da agropecuária, representados pela indústrias e comércios que fornecem insumos para a produção rural. Por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, etc.
E, na terceira parte, estão os negócios à jusante dos negócios agropecuários, ou de “pós-porteira”, onde estão a compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários, até chegar ao consumidor final. Enquadram-se nesta definição os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.
Insumos
Insumo é a combinação de fatores de produção, diretos (matérias-primas) e indiretos (mão-de-obra, energia, tributos), que entram na elaboração de certa quantidade de bens ou serviços.
No agronegócio, os principais insumos são sementes, adubo, defensivos, maquinário, combustível, ração, mão de obra especializada, entre outros.
Produção
A produção é o trabalho do agropecuarista, por meio do cultivo do solo e/ou criação de animais, independentemente do tamanho da área ou método utilizado.
Importante passo para o êxito do processo é a utilização de técnicas modernas, preferencialmente com o acompanhamento de profissional especializado, como veterinários, agrônomos e principalmente zootecnistas.
Processamento
É a transformação do produto agropecuário em subprodutos, que podem ser bens de consumo ou insumos para outros processos, como o leite, queijos, carnes, embutidos, ração, fios, corantes, entre outros.
Distribuição
Caracteriza-se pelo transporte, processamento e distribuição dos bens agropecuários e seus subprodutos.
Cliente final
É o consumidor dos produtos agropecuários, que os recebe in natura ou processados,pronto para consumir.
Principais produtos
Alimentos
Envolve toda cadeia da produção alimentícia, como por exemplo frigoríficos, usinas de beneficiamento de leite, indústria de óleo, rações, empacotadores, distribuidores de grãos, beneficiadores.
Biocombustíveis
É o setor do agronegócio que cuida do cultivo de plantas, que serão transformadas em combustíveis orgânicos, os chamados biocombustíveis.
Têxtil
Ramo do agronegócio que produz e transforma bens agropecuários em produtos têxteis, como vestuário, artigos de cama, mesa e banho, bens de decoração, insumos para a indústria moveleira, entre outros.
Madeira
Explora o solo através, principalmente, do cultivo de árvores, que serão transformadas em madeira, celulose ou produtos químicos, para posterior utilização como matéria prima de várias indústrias, como por exemplo a moveleira e construção civil, a indústria papeleira, ou mesmo a obtenção de lenha para combustível.
Questão ambiental
Se de um lado o aprimoramento do agronegócio barateou o custo dos alimentos, e deu a população um maior poder de consumo e de escolha, por outro lado trouxe também vários problemas, principalmente ligados às questões ambiental e social.
O desafio agora é a produção no campo sem impactos ao meio-ambiente, causados principalmente pelo uso de defensivos, pelo desmatamento e empobrecimento do solo, queimadas, contaminação de mananciais e do lençol freático, desequilíbrio ecológico e proliferação de pragas.
Nas cidades, a preocupação se dá com o lixo gerado após o consumo, principalmente através do descarte de embalagens.
Questão social
No Brasil, a modernização da agricultura deixou muitos produtores à margem do processo, principalmente as famílias que viviam da agricultura de subsistência, ou agricultura familiar, em pequenas propriedades rurais.
Estes, privados de técnicas e métodos modernos, como irrigação, maquinários e insumos, perderam a competitividade, o que levou ao abandono do campo, num fenômeno conhecido como êxodo rural.
Tipos de produtores
Pequenas e médias áreas
No Brasil os pequenos e médios produtores também são conhecidos como minifundiários, aqueles que contam com áreas pequenas e poucos recursos financeiros para incrementar o processo.
Porém, existem empreendedores modernos que, apesar de pouca área, conseguem maximizar a produção, através da diversificação de culturas, a exemplo do que acontece em países com pouca extensão territorial, como o Japão e integrantes da Europa, e conseguem auferir bons lucros através da criação de aves, suínos e da piscicultura, bem como na plantação de hortifrutigranjeiros, de fumo, arroz e outras culturas que dependem de pouco espaço e muita mão-de-obra.
No Brasil, a agricultura familiar é a que predomina nos minifúndios.
Grandes áreas
Os proprietários ou arrendatários de grandes extensões de terra são também conhecidos como latifundiários. Geralmente este tipo de produção é caracterizada pela monocultura de produtos considerados commodities, que no Brasil são principalmente a soja, o milho, o algodão e a pecuária leiteira e de corte.
O lucro se dá pelo ganho de escala e a redução dos custos de produção.
O agronegócio e os “bio-combustíveis”
O Biocombustível é uma opção para substituição dos combustíveis fósseis, sendo menos poluente e renovável. Trata-se dos chamados combustíveis de biomassa (em especial o álcool de cana-de-açúcar e diversos tipos de óleos vegetais), de fonte “renovável” — ou seja, podem ser cultivados, em oposição ao petróleo — com várias possibilidades de fonte.
Os principais insumos são os óleos vegetais da mamona, da soja, do milho, do dendê, do pequi e outras oleaginosas tais como o girassol e o nabo forrageiro
O Brasil foi pioneiro no uso do biocombustível em escala, através do programa Pró-álcool, idealizado pelo governo na década de 1970, após a segunda fase da crise do petróleo.
Foi também o primeiro país a obrigar o uso, através da mistura do álcool na gasolina, bem como o primeiro a ter frota composta por automóveis flex, que rodam com os dois combustíveis, independente da quantidade de cada um.
Atualmente o governo trabalha a passos largos no sentido de ampliar o uso do biodíesel.
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