Maior bacia hidrográfica do mundo, imenso zoológico sem grades, a céu aberto, região mais cobiçada do planeta. É a nossa Amazônia, cujo nome, em várias citações, dizem ter se originado da palavra indígena Amassunu ( ruído das águas).
Esperamos que as futuras gerações de brasileiros sejam mais conscientes da importância das florestas para a continuidade da nossa espécie. Pena que neste século as pessoas se atenham apenas em explorá-la e não em conservá-la.
Por causa do desmatamento provocado por madeireiros inescrupulosos e pelo agronegócio, a Amazônia está diminuindo a cada dia. Descaso, imprudência ou ignorância?
Um patrimônio que ocupa 61% de áreas que envolvem 9 estados brasileiros, com uma abundante diversidade de plantas e animais, desperta a ganância de povos estrangeiros que, camuflados de ONGs defensoras da causa indígena, infiltram-se no território com apoio dos nossos governantes, atrás de interesses escusos. Países que dizimaram suas próprias florestas, agora querem apropriar-se da nossa.
A cada dez segundos, o equivalente a um campo de futebol é desmatado. E o problema só aumenta. Segundo dados apresentados pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, até agora 17% da cobertura original da floresta já foram desmatadas, totalizando cerca de 700 mil quilômetros quadrados, dos quais 300 mil quilômetros quadrados desmatados só nos últimos vinte anos.
Na mídia internacional, circulou a pergunta: “a quem pertence a Amazônia?” Lideranças mundiais afirmam que a floresta é um patrimônio mundial e não apenas dos países que dividem seu território. O problema é gravíssimo e não é hora de se omitir e sim de agir.
Não se pode apoiar quem desmata florestas, por isso o governo deve parar de dar incentivo aos devastadores. A criação de gado é responsável por 80% da destruição da Amazônia. Teme-se que o pior ainda está por vir, pois a produção de soja aumenta e a expansão dos pastos se alastra assustadoramente.
É uma ação em cadeia: a população mundial cresce em proporções geométricas e é preciso alimentar todo esse contingente de pessoas. Planta-se soja para que os grãos se transformem em ração para o gado, e este vai servir de alimento para as populações dos países ricos.
Pessoas conscientes do mundo todo estão adotando a alimentação vegetariana, preocupadas com questões ambientais. As safras de grãos deveriam alimentar a fome dos países pobres e não virar ração para engordar o gado que serve apenas aos países ricos. Se continuarmos nesse ritmo, aumentando a produção de grãos para alimentar o gado, num futuro próximo não haverá mais espaço suficiente para plantações, criação de gado e humanos na terra. É uma questão de tempo. E o futuro das gerações vindouras estará seriamente comprometido se atitudes não forem tomadas imediatamente. Será que vale a pena o progresso com juros tão altos? Sabemos que com a diminuição das florestas, o aquecimento global chegará a níveis insuportáveis.
Não se pode mais aceitar o discurso “bonitinho” em ano eleitoral e a “maquiagem” para passar a falsa imagem do ecologicamente correto. Ações já!
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Ivana Maria França de Negri é escritora, colunista fixa de vários jornais e integrante, há 10 anos, da SPPA – Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais.
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